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No Equador, principal líder esquerdista da oposição e ex-candidata presidencial é presa

22/10/2026 às 17:10

 

A ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González, aliada do ex-presidente Rafael Correa, foi presa na madrugada desta quinta-feira (22), em Canuto, na província equatoriana de Manabí. A detenção ocorreu durante uma operação que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no financiamento da campanha presidencial de 2023.

González, de 48 anos, é uma das principais lideranças da esquerda equatoriana. Disputou a presidência pelo movimento Revolução Cidadã em 2023 e 2025 e perdeu as duas eleições para o atual presidente, Daniel Noboa. Sua prisão atinge diretamente o grupo político liderado por Correa.

A operação faz parte do caso Laberinto. Segundo a Procuradoria-Geral do Equador, os investigadores apuram possíveis irregularidades nas contribuições eleitorais e nos gastos com publicidade da campanha de 2023, além de dúvidas sobre a origem dos recursos. Sete pessoas são investigadas.

A Procuradoria informou que foram cumpridos três mandados de prisão nas províncias de Manabí e Pichincha para apresentação de acusações por suposta participação em lavagem de dinheiro.

Suspeita de dinheiro vindo da Venezuela

A Venezuela aparece em outra investigação sobre o financiamento da campanha de González, chamada Caja Chica. Nesse processo, a Procuradoria equatoriana apura a suspeita de que dinheiro ilícito tenha saído da Venezuela e entrado em espécie no Equador para abastecer a disputa presidencial de 2023.

Em 28 de janeiro, as autoridades realizaram buscas na residência da ex-candidata. Na ocasião, o Ministério Público afirmou que suspeitava da entrada de “dinheiro ilícito, em espécie, da Venezuela para financiar a campanha presidencial de 2023”, em tradução do comunicado.

As autoridades ainda não esclareceram oficialmente a relação entre o caso Caja Chica e o caso Laberinto, que motivou a operação desta quinta-feira. Também não foi confirmado que Nicolás Maduro ou Delcy Rodríguez tenham pessoalmente ordenado ou realizado o financiamento.

Correa reage à prisão

Rafael Correa protestou contra a detenção de sua aliada nas redes sociais. “Prenderam Luisa González. Já basta!”, escreveu o ex-presidente.

González nega irregularidades. Ela afirma que o partido apresentou os gastos da campanha de 2023 à autoridade eleitoral e sustenta que a Procuradoria não tem provas para fundamentar as acusações.

A prisão coloca uma das principais adversárias de Noboa no centro de uma investigação criminal sobre dinheiro de campanha. A apuração busca esclarecer a origem dos recursos, como foram movimentados e se houve lavagem de dinheiro. González ainda não foi condenada nesse caso.

Fonte: Jovem Pan

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