Saúde

OMS alerta sobre vacinação insuficiente de gestantes

30/09/2026 às 16:17

 

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), demonstra preocupação a respeito da cobertura vacinal voltada a gestantes. A instituição frisa que a aplicação de imunizantes para esse público é insuficiente em grande parte das Américas.

Segundo a OPAS, quase metade das mortes infantis no mundo ocorrem nos primeiros 28 dias de vida, durante o período neonatal. Muitas dessas mortes estão associadas a infecções que podem ser prevenidas através da vacinação materna. Os imunizantes evitam coqueluche, tétano neonatal e vírus sincicial respiratório (VSR), por exemplo.

Especialistas ligados à OPAS destacam que a imunização materna proporciona uma dupla proteção. Num primeiro momento, evita que mãe e feto contraiam infecções potencialmente graves. Após, protege o recém-nascido por meio da transferência de anticorpos durante a gravidez, oferecendo defesas numa fase em que ele ainda não pode receber todas as vacinas.

As vacinas recomendadas na gestação variam em cada país. Nas Américas, a lista inclui influenza, coqueluche, COVID-19, e o imunizante contra VSR também vem sendo incorporado. Em determinadas circunstâncias, outras vacinas podem ser administradas, como as de hepatite B, hepatite A, febre amarela, poliomielite, raiva ou meningococo.

De acordo com a OPAS, em 2025, metade dos países das Américas que notificaram dados registrou cobertura vacinal contra influenza em gestantes de 61%. Para as vacinas contra tétano, difteria e coqueluche, o indicador foi de 77,3%. “Esses números refletem diferenças significativas entre os países e, em alguns casos, limitações na disponibilidade de dados”, aponta a instituição em comunicado.

Os especialistas destacam que é muito importante fortalecer os sistemas de informação para registrar e monitorar a vacinação durante a gestação. “A falta de integração entre registros de vacinação e prontuários clínicos pode gerar oportunidades perdidas de vacinação, dificuldades para acompanhar os esquemas vacinais e limitações para avaliar os resultados dos programas”, frisa a OPAS.

Também é imprescindível que as gestantes tenham informações claras a respeito das vacinas aplicadas na gravidez. “A vacinação durante a gestação é uma das intervenções de saúde pública mais seguras e custo-efetivas. Não apenas protege a gestante, mas oferece ao recém-nascido uma proteção fundamental durante seus primeiros meses de vida”, aponta o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa. “O acesso oportuno às vacinas recomendadas, acompanhado de informações confiáveis, claras e compreensíveis, é essencial para ampliar essa proteção e contribuir para um melhor início de vida”, acrescenta.

Fonte: GALILEU

 

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