ARACAJU/SE, 26 de março de 2026 , 18:12:36

Brasil se destaca positivamente em relatório da ONU sobre recuo de subnutrição

 

Boas notícias integram o mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre segurança alimentar e nutricional na América Latina e o no Caribe. A começar pelo fato de que a subnutrição diminuiu pelo quarto ano consecutivo.

De acordo com o estudo, 5,1% da população enfrentou o problema em 2024 na região. Essa soma chegou a 6,1% em 2020. Isso significa que 6,2 milhões de pessoas latinas e caribenhas deixaram de enfrentar a fome. No recorte da América do Sul, esse índice é de 3,8%.

E o Brasil ganhou destaque positivo no levantamento. Segundo a FAO, apenas quatro países na região registraram prevalência de fome inferior a 2,5%: Brasil, Costa Rica, Guiana e Uruguai. Chile e México se aproximam dessa marca e somente outros cinco países também têm taxas abaixo de 5% – Argentina, Barbados, Colômbia, Dominica e República Dominicana.

Apesar da diminuição, 33 milhões de pessoas ainda enfrentam a fome na região. A FAO destaca que o Haiti é o país com o cenário mais crítico. O índice de subnutrição foi de 54,2% entre 2022 e 2024.

O relatório também traz dados sobre insegurança alimentar. Em 2024, a insegurança alimentar moderada ou grave afetou 25,2% das pessoas na América Latina e no Caribe. Essa taxa é de 28% ao redor do mundo e era de 33,7% na região em 2020. O problema atinge mais mulheres do que homens, de acordo com a FAO.

“A região conseguiu reduzir a prevalência de fome e de insegurança alimentar, mas persistem desigualdades significativas no acesso e na acessibilidade econômica a alimentos e dietas saudáveis. Além disso, precisamos enfrentar, por meio de uma abordagem abrangente e intersetorial, os níveis crescentes de sobrepeso e obesidade”, aponta Rene Orellana Halkyer, diretor-geral assistente e representante regional da FAO, em um comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Fonte: GALILEU

 

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