ARACAJU/SE, 17 de janeiro de 2026 , 16:43:58

Entenda como novas formas de dormir bem estão em alta em 2026

 

Durante muito tempo, falar em dormir bem era sinônimo de colchão bom, travesseiro confortável e silêncio, mas aos poucos essa lógica começou a mudar.

Nos últimos anos, vem crescendo o interesse por dormir diferente, indo além do básico para incluir o ambiente, a altura da cama e a relação do corpo com o espaço. Não por acaso, matérias recentes e conversas nas redes sociais vêm apontando uma tendência específica: dormir mais próximo ao chão, seja com camas mais baixas, plataformas minimalistas ou futons.

A ideia não surge como solução médica nem promessa de saúde, mas como uma escolha estética, funcional e cultural, alinhada a um modo de vida mais simples e consciente.

Embora não venha acompanhada de recomendações clínicas, especialistas em sono costumam destacar que fatores como conforto percebido, alinhamento corporal e sensação de segurança têm impacto direto na qualidade do descanso,  variam bastante de pessoa para pessoa.

A cama baixa como resposta ao excesso

Em um mundo de quartos cada vez mais cheios de móveis, estímulos e tecnologia, a cama baixa aparece quase como um gesto de redução. Menos altura, menos estrutura, menos volume visual.

Inspirada em tradições japonesas e no estilo Japandi, essa escolha ganhou força também por razões bem práticas: os quartos parecem maiores, a circulação melhora e o ambiente fica mais organizado. Para quem vive em apartamentos compactos, isso faz diferença no dia a dia.

Há ainda um fator subjetivo importante. Muitas pessoas relatam que dormir mais perto do chão transmite sensação de firmeza, estabilidade e simplicidade, algo que não encontram em camas altas ou muito estruturadas. Não se trata de certo ou errado, mas de percepção corporal.

Menos regra, mais observação

Outro ponto que ajuda a explicar essa tendência é uma certa fadiga com o excesso de prescrições sobre o sono.

Depois de muitos anos de aplicativos que monitoram cada movimento noturno e de gadgets prometendo noites perfeitas, cresce o interesse por uma abordagem mais direta. Agora, as pessoas parecem querer: sentir mais o próprio corpo e ajustar o ambiente a partir disso.

Por isso, dormir em superfícies mais simples, reduzir a altura da cama ou reorganizar o quarto deixa de ser uma decisão técnica e passa a ser um experimento pessoal. O foco sai da “melhor posição” e vai para a experiência real de descanso.

Estudos na área de saúde e sono indicam que não existe uma forma universal de dormir que funcione para todos. Superfícies, posições e ambientes podem favorecer o descanso de maneiras diferentes, dependendo do corpo, da rotina e do contexto de cada pessoa.

Como essa tendência aparece na prática:

– Altura da cama: camas mais baixas e colchões próximos ao chão, escolhidos mais por sensação de estabilidade do que por promessa de benefício.

– Ambiente do quarto: menos móveis e estímulos visuais, mais atenção à luz, ventilação e materiais usados no espaço.

– Adaptação pessoal: não existe modelo único; ajustes graduais tendem a funcionar melhor do que mudanças radicais.

– Limites da tendência: dormir mais baixo não é para todos e exige atenção à limpeza, mobilidade e qualidade do colchão.

O quarto deixa de ser cenário

Essa mudança faz parte de uma transformação maior: o quarto passa a ser pensado como um ambiente que ajuda a dormir, e não apenas como um espaço bonito ou funcional.

Entram em cena escolhas simples, mas consistentes:

– Menos móveis e menos acúmulo de objetos

– Iluminação mais baixa e indireta

– Tecidos naturais e respiráveis

– Redução de ruídos e estímulos visuais.

Nesse contexto, a cama baixa não é o objetivo final, mas uma consequência. Ela ajuda a “baixar” o ambiente como um todo, criando uma atmosfera mais calma, menos vertical e mais acolhedora.

Não é solução mágica, nem para todo mundo

É importante deixar claro que dormir perto do chão não é uma solução universal, pois não há promessa de benefícios garantidos, nem recomendação generalizada.

Pesquisas sobre conforto do sono também alertam que superfícies excessivamente duras ou mal adaptadas podem gerar desconforto ao longo do tempo, especialmente em pessoas com dores lombares, articulares ou limitações de mobilidade. Por isso, esse tipo de escolha não costuma ser indicado como regra geral.

Há, sim, alguns pontos que precisam ser considerados antes de aderir à ideia:

– Superfícies muito rígidas podem não funcionar para todos

– Camas muito baixas dificultam o movimento para quem tem mobilidade reduzida

– Proximidade do chão exige atenção maior à limpeza e ventilação.

Mesmo dentro dessa tendência, um aspecto aparece com frequência: a qualidade do colchão continua sendo central, independentemente da altura. A diferença está menos em onde ele está apoiado e mais em como ele responde ao corpo.

Dormir diferente como escolha de estilo de vida

Talvez o aspecto mais interessante dessa conversa seja o enquadramento. Na verdade, dormir mais baixo não se apresenta como técnica nem como terapia, mas como uma escolha de estilo de vida, associada ao minimalismo, à redução de excessos e a uma relação mais consciente com o próprio ritmo.

Assim como aconteceu com alimentação, exercícios e trabalho, o sono entrou no radar das decisões intencionais. Não é mais apenas um intervalo entre dois dias produtivos, e sim um momento que merece ser cuidado, ajustado e respeitado.

Para alguns, isso passa por uma cama mais baixa, enquanto para outros, por reorganizar o quarto, mudar a iluminação ou reduzir estímulos antes de dormir. O ponto em comum é a mesma pergunta: o que, de fato, me ajuda a descansar melhor?

Um sinal dos tempos

Em 2026, as novas formas de dormir não apontam para um modelo único, mas para uma mudança de postura. Menos fórmulas prontas, menos promessas absolutas e mais atenção ao corpo e ao ambiente.

A própria literatura sobre sono reforça que pequenas mudanças no ambiente costumam ser mais eficazes quando feitas com atenção à experiência individual, e não como adesão automática a tendências.

Dormir diferente, no fim das contas, não é seguir uma moda, é repensar hábitos que se tornaram automáticos. E isso, por si só, já diz bastante sobre como o descanso vem sendo ressignificado.

Fonte: InfoMoney

 

 

 

 

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