ARACAJU/SE, 17 de janeiro de 2026 , 18:09:15

Mobilidade urbana: saiba como a tecnologia impacta na circulação de pessoas e de cargas

 

Mobilidade urbana é a capacidade de ir e vir nas cidades para acessar o que é essencial para os cidadãos, como bens, serviços, trabalho e lazer. A tecnologia tem mudado essa dinâmica da vida urbana, ajudando no desenvolvimento de cidades inteligentes e melhorando a qualidade de vida dos moradores.

Os recursos tecnológicos ajudam no planejamento de rotas, otimizando tempo de deslocamento, reduzindo congestionamentos e emissões de gases. Outros exemplos incluem apps de transporte, serviços de compartilhamento de bicicletas e plataformas de ônibus com informações em tempo real.

Além disso, a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas (IoT) estão presentes em semáforos inteligentes e veículos autônomos. Essas inovações são essenciais para criar projetos de mobilidade urbana sustentável e ecologicamente consciente.

Saiba mais como a tecnologia está desenvolvendo um importante papel na mobilidade urbana, otimizando setores e alterando padrões de transporte.

O que é mobilidade urbana?

A mobilidade urbana se refere ao movimento de pessoas e bens em áreas urbanas, englobando viagens cotidianas de curtas e longas distâncias. Ela abrange diversos modos de transporte visando a eficiência e acessibilidade para todos, como carros, ônibus e trens, mas também opções não motorizadas como caminhada e ciclismo.

Como a tecnologia impacta a mobilidade urbana

A tecnologia tem sido essencial para a construção de cidades inteligentes mais eficientes e ações de mobilidade urbana sustentável. Ferramentas como Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) oferecem soluções para aprimorar o deslocamento nas áreas urbanas.

Por exemplo, sistemas de gestão de tráfego usam sensores e câmeras na cidade para ajustar semáforos dinamicamente, otimizando o fluxo e reduzindo congestionamentos. Esses recursos ainda ajudam a otimizar a programação de transportes públicos em tempo real, enquanto o uso de QR codes simplifica e agiliza a experiência do usuário no pagamento de passagens.

A tecnologia também tem um importante papel na acessibilidade, com apps que fornecem atualizações em tempo real com informações de transporte adaptados. Isso é essencial para a mobilidade de idosos e pessoas com deficiência, criando ambientes urbanos mais inclusivos.

Por fim, a IoT está presente nos sistemas de veículos autônomos, que navegam com a mínima intervenção humana. Uma tecnologia que promete reduzir acidentes e otimizar o uso do espaço urbano no dia a dia.

Como a tecnologia tem otimizado os setores da mobilidade urbana

A tecnologia tem transformado a maneira como as pessoas se movem nas cidades, tornando a mobilidade urbana mais eficiente, acessível e sustentável. Como consequência, foi observado o estabelecimento de certas tecnologia de consumo, que provocaram mudanças culturais e de hábito diante das inovações.

Confira a seguir alguns dos principais frutos da tecnologia aplicada na mobilidade urbana.

Navegação inteligente

A navegação inteligente consiste no uso de sistemas assistidos por GPS, algoritmos de roteamento e dados de usuários para traçar as melhores rotas em mapas digitais. Esses serviços funcionam via aplicativo, seja a partir de dispositivos móveis (como smartphone ou tablet) ou de sistemas automotivos.

Com a evolução tecnológica, a navegação inteligente tornou-se um assistente quase que indispensável nos dias atuais, popularizando serviços como Waze e Google Maps. E como o funcionamento do sistema se baseia nos dados de usuários, a alta adesão a essa tecnologia tem tornado os serviços de navegação inteligente cada vez mais assertivos.

Transporte sob demanda por aplicativo

Transporte sob demanda por app envolve serviços digitais para deslocamentos personalizados de um ponto a outro. Antigamente, o transporte sob demanda era dominado pelos táxis. Mas hoje em dia, esses serviços são realizados por motoristas cadastrados em plataformas como Uber, 99 e Lyft.

Os aplicativos de transporte sob demanda facilitaram o deslocamento nas grandes e pequenas cidades, devido à praticidade e rapidez dos meios digitais. Além disso, o uso desse serviço criou mais oportunidades de emprego para motoristas e reduziu a dependência de utilização diária dos veículos próprios.

Plataformas de entrega

Plataformas de entregas e delivery são soluções digitais voltadas para o transporte de cargas e mercadorias entre centros ou até o consumidor final. Esses serviços se tornaram extremamente tecnológicos, devido ao uso de plataformas digitais para monitoramento e gestão, além da automação das operações e integração com sistemas eletrônicos.

No setor de delivery, serviços como iFood, Rappi, Uber Eats e Daki passaram a concentrar as entregas de mercados e restaurantes. Isso reduziu a necessidade de deslocamento físico dos consumidores aos estabelecimentos — ou seja, menos deslocamentos —, visto que a compra é feita digitalmente e a entrega foi incorporada pelos serviços.

Já na parte de logística, empreendimentos e distribuidoras agora desfrutam de mais serviços de entrega além dos Correios. E devido ao uso de sistemas digitais, tanto os empreendedores quanto consumidores conseguem monitorar toda a cadeia logística a partir de sites ou aplicativos.

Logística Urbana e Last Mile Delivery

Last Mile é a etapa final da logística e serviços de delivery, que envolve a distribuição do produto até o consumidor final. Trata-se de uma das fases mais importantes da cadeia de entrega, já que impacta nos custos operacionais, eficiência das operações e experiência do cliente.

Nessa etapa, o planejamento de rotas a partir de sistemas de GPS e tecnologias de rastreamento em tempo real conseguem diminuir o tempo de entrega, por meio da detecção do melhor trajeto. A integração com sistemas automatizados também ajuda a adaptar o curso, dependendo da disponibilidade dos clientes.

Mobilidade compartilhada

Mobilidade compartilhada envolve o transporte de pessoas a partir de veículos compartilháveis e sob demanda (por tempo de uso ou trajeto percorrido). Muitos dos veículos dessa categoria são elétricos e promovem a sustentabilidade, com emissão zero de gases poluentes e sem uso de combustível.

Bikes e patinetes elétricos estão entre os transportes mais populares de mobilidade compartilhada, e podem ser alugados por meio de apps ou sistemas de pagamento QR Code. No entanto, veículos alugados ou serviços de transporte sob demanda também entram no escopo de mobilidade compartilhada.

Pagamento digital e bilhetagem

Outra consequência da tecnologia aplicada na mobilidade urbana é a digitalização de pagamentos e bilhetagem em transporte público. Os tíquetes magnéticos de metrô e as compras de passagem de ônibus com dinheiro físico deram espaço para bilhetes com QR Code e pagamentos sem fio (contactless).

Por conta da digitalização dessas entradas, as pessoas agora não só conseguem comprar passagens diretamente de seus smartphones, como também podem usar esses dispositivos para pegar o transporte por meio da versão digital dos bilhetes.

Isso traz praticidade para a mobilidade urbana no dia a dia, e diminuiu filas nos guichês e catracas.

Como a tecnologia está alterando os padrões de transporte na mobilidade urbana

Os avanços tecnológicos também estão mudando os padrões de transporte na mobilidade urbana, introduzindo novas soluções e alterando a forma com que as pessoas e bens se deslocam. É verdade que carros à combustão ainda dominam as ruas, mas outros tipos de veículos vêm ganhando espaço diante das inovações descobertas.

Conheça exemplos de transporte que conciliam eficiência, conveniência e sustentabilidade diante dos padrões tecnológicos atuais.

Veículos elétricos

Veículos elétricos são veículos movidos por motores elétricos e baterias, sem necessariamente dependerem de combustíveis como gasolina, álcool ou diesel. Por conta disso, esses veículos — que incluem carros elétricos e ônibus elétricos, por exemplo — tendem a ser mais sustentáveis, já que emitem menos ou ou nenhum gás poluente.

É importante destacar que o funcionamento de carros elétricos varia de acordo com o tipo do veículo:

– Veículos elétricos (BEV): veículos 100% elétricos, cujas baterias alimentam os motores elétricos e que podem ser recarregados externamente.

– Veículos elétricos híbridos (HEV): veículos que funcionam predominantemente com combustível, mas que também usam motor elétrico e bateria para mais eficiência; baterias são recarregadas pelo motor a combustão e frenagem regenerativa.

– Veículos elétricos híbridos plug-in (PHEV): veículos que podem alternar entre uso elétrico ou a combustão; podem ser recarregados em tomadas ou pontos de recarga.

– Veículos elétricos a células de hidrogênio (FCEV): veículos que usam hidrogênio para gerar eletricidade e alimentar o motor elétrico; não depende de recarga elétrica externa.

No Brasil, carros elétricos têm se tornado cada vez mais populares com modelos de marcas como BYD, Volvo, GWM e Chevrolet. Em algumas cidades brasileiras, também já existem ônibus elétricos para complementar as frotas de transporte público.

Veículos autônomos

Veículos autônomos são automóveis com capacidade para operar com pouca ou nenhuma intervenção humana. Em outras palavras, tratam-se de automóveis — geralmente carros — que conseguem percorrer trajetos sozinhos ou, em outros casos, vêm com assistentes de direção.

É importante destacar que os carros autônomos ainda estão em fase de implementação e expansão, mas já são realidade: há modelos da Tesla que dependem de intervenções humanas mínimas, enquanto alguns carros 100% autônomos já atuam como táxis sem nenhum motorista ao volante.

Bicicletas e patinetes elétricos

Bicicletas e patinetes elétricos são consequência do crescimento da mobilidade compartilhada. Além das bicicletas tradicionais, há bikes elétricas motorizadas que diminuem o esforço físico dos usuário. Já os patinetes elétricos contam com motor e bateria, com aceleração e frenagem diretamente do guidão (similar às motocicletas).

Patinetes elétricos e bicicletas costumam ficar disponíveis por aluguéis temporários, com base no tempo de uso ou distância percorrida. Ambos os meios de transporte se tornaram uma alternativa aos carros, já que podem transitar em calçadas, não emitem gases poluentes e podem ser soluções para dias de rodízio automotivo.

Hoverboard

Hoverboard é um tipo de veículo elétrico com apenas duas rodas nas extremidades ligadas por uma prancha para suportar uma pessoa em pé. Também conhecido como “skate elétrico”, o veículo permite que o indivíduo se locomova para frente e para trás, freie, além de habilitar curvas circulares para ambos os lados.

Os hoverboards são frequentemente ligados a atividades recreativas, mas podem funcionar como um meio de transporte para trechos curtos e com solo nivelado. Um ponto negativo é que ele exige equilíbrio e certa familiaridade do usuário com o veículo, uma vez que é muito mais difícil do que patinetes e bicicletas elétricas, por exemplo.

Drones

Drones ou veículos aéreos não tripulados (VANTs) são aeronaves controladas remotamente, sem a necessidade de um piloto a bordo. Frutos do avanço tecnológico, os drones também impactam na mobilidade urbana.

Algumas empresas e transportadoras já têm usado drones para o transporte de mercadorias, incluindo alimentos, produtos de consumo e até insumos médicos. Além disso, essas aeronaves também podem ajudar no monitoramento e mapeamento de rotas e tráfego terrestre, contribuindo para a mobilidade como um todo.

VTOL e eVTOL

VTOL (sigla de Vertical Take-Off and Landing) e eVTOL (Electric Vertical Take-Off and Landing) são aeronaves com capacidade para pouso e decolagem na vertical. VTOLs são movidos a combustível, enquanto eVTOLs são movidos a energia elétrica.

Helicópteros talvez sejam o exemplo mais comum de VTOL. Contudo, esse grupo também contempla outros tipos de veículos aéreos que conseguem pousar e decolar na vertical, incluindo aeronaves que possuem asas de sustentação similares às de um avião.

O conceito de VTOLs e eVTOLs como veículos populares na mobilidade urbana segue em fases de testes e implementação. Mas a ideia é que essas aeronaves entrem em operação comercial mais ampla no futuro, funcionando como “táxis aéreos” para viagens curtas.

Hyperloop

Hyperloop é um conceito de transporte terrestre de alta velocidade, em que cápsulas se deslocam por meio de tubos de baixa pressão levitando sobre trilhos magnéticos. Ao menos no papel, a ideia é que esse meio de transporte atinja velocidades próximas a até 1.000 km/h.

Apresentado como conceito em 2013, o hyperloop é alvo constante de estudos e testes, embora viabilidade prática e prazo de implementação sejam questões incertas. Mas caso seja concretizado no futuro, o transporte pode ser essencial para deslocamentos entre pontos extremamente distantes em períodos reduzidos.

Vale destacar que a já há estudos para um projeto de hyperloop no Brasil, tocado pela empresa Hyperloop Transportation Technologies (HyperloopTT), e com colaboração do EGA Group e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Qual é a diferença entre mobilidade urbana e mobilidade urbana sustentável?

Mobilidade urbana é um sistema de deslocamento de pessoas e bens em ambientes urbanos, englobando todos os modos de transporte, como carros, ônibus, bicicletas e caminhadas. O objetivo é permitir o acesso a diferentes pontos da cidade, independentemente do impacto gerado.

Já a mobilidade urbana sustentável busca desenvolver esse deslocamento minimizando os impactos ambientais, promovendo a inclusão social e sendo economicamente viável a longo prazo. Prioriza soluções que reduzem a poluição, o congestionamento e o uso de recursos não renováveis, enquanto garantem o acesso justo ao transporte para todos os cidadãos.

Fonte: Tecnoblog

 

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