ARACAJU/SE, 4 de fevereiro de 2026 , 18:14:45

Pesquisa revela que, pela primeira vez, redes sociais superam televisão como principal fonte de informação política

 

Uma pesquisa Quaest mostrou que 39% dos brasileiros utilizam as redes sociais como principal fonte de informação política, superando a televisão, preferida por 34% dos entrevistados. A pesquisa foi divulgada em 21 de janeiro, marcando a primeira vez que as plataformas digitais ultrapassam a TV nesse quesito desde o início da série histórica, em maio de 2024.

O levantamento mostra uma mudança no cenário informacional brasileiro depois de um empate técnico registrado em dezembro de 2025, quando ambos os meios apresentavam 35% de preferência entre os entrevistados. A televisão manteve-se como fonte principal de informação política durante toda a série até o mês passado.

A pesquisa categorizou os entrevistados em diferentes grupos políticos, identificando variações significativas na percepção das notícias sobre o governo federal. Entre os “lulistas” e a “esquerda não lulista”, a maioria relata ver conteúdo favorável à administração atual, com índices entre 62% e 54% de notícias “mais positivas”.

“Os dados mostram uma inversão clara na percepção entre os ‘Independentes’, grupo que considera que as notícias são ‘mais negativas’ do que ‘mais positivas’ (45% x 19%)”, indica o estudo. O contraste é ainda maior entre os “bolsonaristas”, onde 76% afirmam ver notícias predominantemente desfavoráveis sobre o governo Lula…

A Quaest realizou a pesquisa em território nacional durante janeiro de 2026, abrangendo diferentes segmentos da população brasileira. Os resultados sinalizam que o campo político à direita demonstra melhor posicionamento no ambiente digital em comparação com a esquerda.

A distribuição dos eleitores quanto ao consumo de informação revela que “independentes”, “esquerda não lulista” e “bolsonaristas” ocupam posição intermediária entre hábitos tradicionais e digitais. Enquanto “bolsonaristas” e “esquerda não lulista” apresentam posicionamentos ideológicos mais definidos, os “independentes” demonstram preferências ideológicas menos consolidadas.

O levantamento mostra que, apesar da ascensão das redes sociais, a televisão mantém relevância para uma parcela considerável do eleitorado brasileiro. As campanhas eleitorais de 2026 enfrentarão o desafio de adaptar suas estratégias a um modelo híbrido de comunicação, considerando a multiplicidade de canais utilizados pelos eleitores que, mesmo digitais, ainda mantêm vínculos com meios tradicionais.

Fonte: The Conversation

 

 

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