ARACAJU/SE, 24 de fevereiro de 2026 , 19:20:37

STF julga acusados de mandar matar Marielle Franco e motorista

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou às 9h43 desta terça-feira (24) o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Entre os réus estão os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, acusados de encomendarem o homicídio. Também respondem à ação penal o delegado Rivaldo Barbosa, indicado como mentor intelectual do atentado; o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, que teria monitorado a rotina da vereadora; e o policial militar Robson Calixto Fonseca, que teria ajudado a ocultar a arma do crime e de integrar o núcleo financeiro do grupo.

Pela manhã, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos cinco acusados e disse que o grupo integrava uma organização ligada a milícias.

Depois da PGR, falou um advogado “assistente da acusação”. Ele foi indicado por Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle que sobreviveu ao ataque, para ajudar o Ministério Público a montar o caso.

Após essa fala, a sessão foi suspensa às 12h17, sendo retomada às 13h38 com as advogados dos réus tendo até uma hora cada para defender seus clientes.

Encerradas as manifestações, os ministros passam à votação. Além de Moraes, integram a Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. São necessários ao menos três votos para formar maioria.

O caso chegou ao STF em 2024 após a investigação apontar o envolvimento de Chiquinho Brazão, que à época era deputado federal e, por isso, possui foro privilegiado. Em 2019, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos como executores dos disparos. Eles confessaram o crime e foram condenados. As delações premiadas assinadas pelos dois impulsionaram a apuração sobre os supostos mandantes.

Segundo a acusação, o assassinato teria sido motivado por disputas relacionadas à atuação de milícias e a interesses fundiários no Rio de Janeiro. Lessa afirmou terem sido oferecidos US$ 10 milhões em troca da execução da vereadora.

Fonte: CNN Brasil

 

 

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