ARACAJU/SE, 26 de março de 2026 , 19:21:07

Vorcaro tinha, em celular, minuta de despacho do TCU sobre BC e Master

 

Uma minuta de um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU) determinando que o Banco Central (BC) suspendesse decisões sobre o Banco Master está entre os arquivos extraídos do celular de Daniel Vorcaro.

O documento foi criado em 29 de agosto de 2025, não tem assinatura e não tem como saber se Vorcaro recebeu ou enviou a alguém.

A defesa de Vorcaro disse que não iria “comentar conteúdos que decorrem de vazamentos ilegais de material sigiloso”. As informações são da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Na época da criação do documento, o Ministério Público Federal (MPF) investigava a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB). Em maio daquele ano, o TCU negou a abertura de auditoria para apurar supostas irregularidades na operação envolvendo os dois bancos.

Em setembro, o BC rejeitou a venda por riscos excessivos na operação. Meses depois, decretou a liquidação do Master.

Após a decisão, o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, pediu ao BC explicações sobre uma possível liquidação “precipitada” do Master. Segundo o ministro, faltava embasamento na decisão do BC. Ele também colocou o processo em sigilo.

O BC recorreu e as partes chegaram a um acordo para ser feita uma auditoria técnica dos documentos.

O parecer não encontrou irregularidades no procedimento. Segundo o relatório técnico, não foram identificadas impropriedades, omissões ou negligências por parte da autoridade monetária.

Na terça-feira (24), o ministro Jhonatan de Jesus decidiu suspender a análise do processo sobre a atuação do BC enquanto investigações sobre o Master em outras instâncias são finalizadas.

“Apurações internas e judiciais, com potencial de trazer elementos probatórios adicionais e qualificados, recomendam prudência institucional, a fim de evitar deliberação de mérito fundada em premissas fáticas que possam ser significativamente impactadas por informações oficiais ainda não disponíveis nestes autos”, diz trecho do despacho.

Fonte: Metrópoles

 

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