Um homem de 21 anos foi indiciado pela 4ª Delegacia Metropolitana (DM) pelos crimes de difamação qualificada e divulgação de cena de sexo ou pornografia após utilizar inteligência artificial para criar e divulgar imagens pornográficas falsas de 12 mulheres. As vítimas eram conhecidas do investigado, entre ex-colegas de escola e vizinhas.
A investigação começou em 26 de dezembro, quando as mulheres procuraram a polícia ao identificar a circulação de imagens íntimas supostamente atribuídas a elas em sites pornográficos e redes sociais. Durante a apuração, a equipe da 4ª DM constatou que as imagens não eram reais. O material foi produzido a partir de fotografias retiradas de perfis públicos das vítimas, sem qualquer autorização.
Segundo o delegado Marcos Garcia, o investigado coletava imagens principalmente do Instagram e as inseria em aplicativos de inteligência artificial capazes de gerar montagens com conteúdo sexual explícito. Após a manipulação, o material era publicado em plataformas pornográficas, acompanhado de comentários ofensivos e afirmações depreciativas.
Ao ser interrogado, o suspeito afirmou que a prática seria uma “brincadeira”. A justificativa, no entanto, não afasta a gravidade do crime. “O uso da inteligência artificial para criar imagens falsas de cunho sexual é crime grave, pois atinge diretamente a dignidade, a honra e a integridade moral das vítimas. Trata-se de uma agressão covarde, baseada na divulgação de uma mentira que causa danos profundos”, afirmou o delegado.
O homem foi indiciado por divulgação de cena de sexo, nudez ou pornografia, crime cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão, além de difamação, que pode acrescentar até três anos à pena total. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
*Com informações Ascom SSP





