ARACAJU/SE, 7 de janeiro de 2026 , 19:48:39

Após queda em cela na Superintendência da PF, Bolsonaro teve traumatismo cranioencefálico leve, afirma médico

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal novamente na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu na cela e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.

Traumatismo cranioencefálico leve é uma lesão cerebral temporária após um impacto na cabeça, sem danos estruturais graves, frequentemente chamada de concussão. O quadro, em geral, tem recuperação do estado mental normal em até 24 horas, mas exige atenção pois pode evoluir.

O acidente ocorre seis dias após o ex-presidente receber alta depois de passar por procedimentos médicos para tratar uma hérnia e um quadro de soluços.

De acordo com o relato de Michelle, o político de 70 anos se sentiu mal durante o sono, caiu e bateu a cabeça em um móvel na cela em que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse Michelle, em uma rede social ainda pela manhã.

Segundo a TV Globo apurou, o ex-presidente não chegou a pedir ajuda aos agentes da PF após a queda. A lesão foi identificada apenas no dia seguinte. Após avaliação, o médico responsável recomendou que ele permaneça sob observação.

No início desta tarde, a Polícia Federal (PF) divulgou uma nota na qual confirmou o atendimento médico após queda na madrugada.

Segundo a PF, o médico da corporação constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de ida ao hospital, sendo indicada apenas observação.

Em seguida, a informação foi atualizada. De acordo com a PF, um eventual encaminhamento ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Moraes nega transferência de Bolsonaro ao hospital

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele fosse removido ao hospital para exames.

Após a decisão de Moraes, a defesa apresentou a lista de exames e reiterou o pedido para que os exames sejam feitas imediatamente em um hospital particular.

Bolsonaro passou mal, caiu na sala onde cumpre pena na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.

Moraes pediu que os advogados detalhem quais os exames necessários, para ser avaliada a possibilidade de que os procedimentos sejam feitos no próprio sistema penitenciário.

Os advogados do ex-presidente pediram autorização ao ministro para que o ex-presidente fosse ao hospital para fazer exames clínicos e de imagem.

Após a queda, a PF afirmou em nota que Bolsonaro “recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.

“Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”, escreveu Moraes.

Segundo os advogados, o pedido emitido pelo médico Brasil Ramos Caiado descreve Bolsonaro com “quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada a queda, crise convulsiva a esclarecer, oscilação transitória de memória e lesão cortante em região temporal direita”.

A relação de exames que o médico recomenda serem realizados com urgência é: Tomografia Computadorizada de Crânio; Ressonância Magnética de Crânio; e Eletroencefalograma.

“Consoante consignado no referido documento, tais exames mostram-se essenciais para adequada avaliação neurológica do peticionário, sendo indicada a sua realização em ambiente hospitalar especializado — no Hospital DF Star, onde o paciente vem sendo acompanhado clinicamente —, com o objetivo de afastar risco concreto de agravamento do quadro e prevenir eventuais complicações neurológicas”, diz a defesa.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu da cama onde dorme na sala de Estado-maior e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve.

Fonte: G1

 

 

 

 

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