ARACAJU/SE, 4 de fevereiro de 2026 , 19:49:38

Caso percam patentes nas Forças Armadas, Bolsonaro e mais quatro oficiais podem ser transferidos para presídios comuns

 

A eventual expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares condenados por tentativa de golpe de Estado pode levar à transferência deles para presídios comuns. A medida depende do julgamento no Superior Tribunal Militar (STM), instância responsável por analisar a perda de postos e patentes.

O Ministério Público Militar prepara pedido para retirar Bolsonaro e outros oficiais das Forças Armadas. A Constituição permite essa punição quando há condenação superior a dois anos de prisão.

Atualmente, o ex-presidente mantém a condição de capitão reformado do Exército e recebe remuneração bruta de R$ 12.861,61.

Caso a expulsão ocorra, os condenados deixam de ter direito ao cumprimento da pena em unidades prisionais militares. Nesse cenário, passam a seguir regras aplicadas a qualquer cidadão condenado pela Justiça.

Não deve haver mudança

A reportagem apurou que a indicação de onde será cumprida a prisão vai para as mãos do relator do caso, que sugere o local. Mas a decisão final está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. De uma forma ou de outra, a tendência, segundo fontes, é que os presos sigam onde se encontram.

O julgamento no STM terá caráter disciplinar. Os ministros vão analisar se a condenação penal torna incompatível a permanência dos oficiais na carreira militar.

Além de Bolsonaro, o tribunal vai avaliar a situação do ex-comandante da Marinha Almir Garnier e dos generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Como funciona o julgamento

Após o envio da representação, o STM realiza sorteio eletrônico para definir relator e revisor. Um deles será ministro militar e o outro civil. Cada acusado terá um relator próprio.

Não existe prazo definido para apresentação dos votos. O tribunal conta com 15 ministros, sendo dez militares e cinco civis. A presidente da Corte, ministra Maria Elizabeth Rocha, vota apenas em caso de empate, com posição favorável ao réu, conforme regras internas.

A principal mudança envolve o local de cumprimento da pena. Sem vínculo com as Forças Armadas, os condenados deixam de ter acesso ao sistema prisional militar. Assim, passam a cumprir eventual condenação em presídios comuns, conforme regras do sistema penitenciário brasileiro.

Fonte: R7

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