A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) indica cenário de forte polarização nas simulações de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos aparecem empatados pela primeira vez nas simulações do instituto.
No principal confronto testado, Flávio registra 46,3% das intenções de voto, enquanto Lula tem 46,2%, configurando empate dentro da margem de erro. Em relação ao levantamento anterior, Lula recuou três pontos porcentuais, enquanto Flávio subiu 1,4 ponto.
A pesquisa ouviu 4.986 brasileiros adultos entre 19 e 24 de fevereiro, com margem de erro de 1 ponto porcentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07600/2026.
O instituto também testou Lula contra outros nomes da direita e do centro-direita. Contra Jair Bolsonaro, o petista registra 47,3%, ante 45,4% do adversário. Em disputa com Michelle Bolsonaro, Lula tem 47,5%, enquanto ela soma 44,7%.
Contra Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 46%, frente a 41,7%. Já diante de Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45,7%, contra 37,6%.
Em confronto com Ratinho Júnior (PSD), Lula tem 45,5%, enquanto o governador registra 39%. Já contra Eduardo Leite (PSD), o petista soma 45,2%, ante 24,5%.
Lula aparece numericamente atrás apenas contra Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse cenário, Tarcísio registra 47,1%, enquanto Lula tem 45,9%.
Rejeição e percepção de risco
O levantamento mostra ainda que Lula é rejeitado por 48,2% dos eleitores. Flávio Bolsonaro tem 46,4% de rejeição, e Jair Bolsonaro, 44,2%.
Questionados sobre qual resultado eleitoral geraria mais temor, 47,5% afirmaram que a reeleição de Lula causaria mais medo, enquanto 44,9% disseram que a vitória de Flávio Bolsonaro seria mais preocupante. Para 7,1%, ambos os desfechos geram preocupação equivalente.
O cenário reforça a manutenção da polarização entre lulismo e bolsonarismo, com disputas apertadas e altos índices de rejeição nos dois polos.
Fontes: Estadão e Jovem Pan





