ARACAJU/SE, 13 de abril de 2024 , 19:39:56

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Governistas decidem “trair” Dilma Rousseff após pressões diretas de empresários

Da redação, AJN1

 

Nesta reta final da votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pela Câmara dos Deputados, assessores da mandatária foram informados por deputados que mudaram de lado. Isso porque, segundo eles, algumas horas atrás foram pressionados por grandes empresários e não tinham como sustentar o voto contra o impeachment.

 

De acordo com fontes ligadas à oposição, essa pressão pelo impeachment levou o governo a perder apoios conquistados entre as últimas quinta e sexta-feira, desenhando para o Planalto um cenário de derrota.

 

Nesta manhã, o governo contabilizava 166 votos favoráveis a Dilma, abaixo dos 172 necessários para barrar o impeachment.

 

A tendência era de "queda" no número de votos a favor da presidente e que isto acendeu de vez o sinal vermelho dentro do Palácio do Planalto. A ordem agora, de acordo com o governo, é buscar abstenções e ausências para que o PMDB de Temer e a oposição não atinjam os 342 votos para aprovar a abertura do pedido de impeachment.

 

Para um dos assessores da presidente Dilma, que não quis se identificar, o governo está sofrendo um "forte processo de traição" nestas últimas horas antes da votação, marcada para as 14h deste domingo (17).

 

Argumento

 

Os empresários estão usando o argumento de que a economia não aguenta mais a presidente Dilma à frente do governo e que sua permanência representará um aprofundamento da crise econômica.

 

Os deputados governistas que decidiram aderir de última hora ao impeachment estão alegando que também está havendo uma pressão forte de suas bases para que votem contra a presidente hoje na votação da Câmara dos Deputados.

 

Lula em Brasília

 

Preocupado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu voltar a Brasília para ajudar nas articulações para salvar o mandato de sua pupila. Ele chegou à capital federal no fim da manhã deste domingo (17) e vai se reunir com parlamentares, governadores e dirigentes partidários no quarto do hotel em que se hospeda para convencê-los do impedimento.
 

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