Prazo para aderir ao Desenrola 2.0 termina no próximo domingo

Termina no próximo domingo (2) o prazo para adesão ao Desenrola 2.0, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias de pessoas físicas. Após essa data, consumidores com débitos em atraso terão de negociar diretamente com as instituições financeiras, sem acesso às condições especiais oferecidas pelo programa.
Criado para reduzir o comprometimento da renda das famílias com dívidas, o programa permite refinanciamento com juros de 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até quatro anos. Os descontos sobre o valor total variam conforme o tipo de crédito e o tempo de inadimplência. Já os pagamentos à vista podem continuar sendo negociados diretamente com os bancos, fora do programa.
Podem participar pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas contratadas até 31 de janeiro deste ano, desde que estejam em atraso. A adesão deve ser feita junto ao banco onde o débito foi contraído.
Entre as regras, a nova parcela não pode ultrapassar 90% do valor original. O prazo de pagamento segue o tempo restante da dívida, com possibilidade de ampliação: até um mês para contratos com até seis meses restantes; até dois meses para prazos entre seis e 12 meses; até quatro meses para débitos com prazo de 12 a 24 meses; e até seis meses para dívidas superiores a dois anos.
O programa conta ainda com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), que cobre 50% das primeiras perdas da carteira e assegura integralmente cada operação. Há restrições: o crédito não pode ser consignado e, ao aderir, o consumidor fica impedido de apostar em plataformas de apostas por seis meses.
Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) indicam que o Desenrola 2.0 já renegociou mais de R$ 20 bilhões, com redução de cerca de R$ 15 bilhões no estoque de dívidas das famílias — o que representa queda significativa após a aplicação dos descontos. Mais de 6 milhões de pessoas e famílias participaram da renegociação.
Ainda segundo a entidade, cerca de 4 milhões de consumidores com débitos de até R$ 100 tiveram os nomes retirados dos cadastros de inadimplentes. Outros 1,1 milhão quitaram suas dívidas à vista, com descontos que chegaram a 80%.
“Os bancos seguem comprometidos em ampliar o acesso a condições especiais e a canais de atendimento facilitados, contribuindo para que os cidadãos renegociem seus débitos e recuperem o equilíbrio financeiro”, afirmou Isaac Sidney, presidente da Febraban.
Como aderir
Para utilizar recursos do FGTS na renegociação, o trabalhador deve acessar o aplicativo do fundo, atualizado para a versão mais recente, inserir CPF e senha e autorizar o compartilhamento das informações com o banco credor. O sistema informará o valor disponível para negociação.
Após a autorização, as instituições financeiras têm até 30 dias para formalizar o contrato com a Caixa Econômica Federal, responsável por transferir os recursos diretamente ao banco para quitação total ou parcial da dívida.
O repasse segue a ordem cronológica das solicitações enviadas pelas instituições à Caixa.
Educação financeira
Além da renegociação, a Febraban disponibiliza gratuitamente o curso “Mapeie sua Vida Financeira”, no portal Meu Bolso em Dia, desenvolvido em parceria com o Banco Central. Com duração de uma hora, dividida em oito aulas, o conteúdo orienta o consumidor a organizar o orçamento e evitar a reincidência da inadimplência.
*Com informações InfoMoney
