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Presidente do Senado cravou derrota de Jorge Messias antes de votação no plenário de Casa Legislativa

30/04/2026 às 16:15

 

Pouco antes da votação no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), cravou a derrota da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.

“Acho que vai perder por 8”, disse Alcolumbre ao líder do governo na Casa, o senador Jacques Wagner (PT-BA). A fala do presidente do Senado antecipou o resultado na sessão, que rejeitou a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 42 votos contrários e 34 favoráveis.

A derrota de Messias é histórica. Com o resultado, o AGU se torna o primeiro indicado ao STF a ser rejeitado em votação no Senado desde 1894.

O AGU foi sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa, sendo aprovado por 16 votos a 11 no colegiado. Já para ser aprovado no plenário, Messias precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, maioria absoluta das cadeiras no Senado.

Durante a sabatina, o relator da indicação de Messias ao Supremo, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), comentou sobre o impacto de uma possível derrota do AGU e criticou a articulação da oposição ao governo em “enfrentar” Lula longe das urnas.

“O papel do Senado é saber se um indicado é apto a ocupar a vaga no Supremo. Falar em encerrar ou acabar a carreira de um jovem jurista por conta de um ringue político, que pode ser resolvido em sua arena em outubro, além de injusto, é muito equivocado”, afirmou na ocasião.

Aliados de Lula sugerem demissão de indicados por Alcolumbre no governo, diz jornal

A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal ampliou a crise entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segundo informações da Folha de S. Paulo.

Interlocutores do Planalto afirmam à colunista Mônica Bergamo que a relação entre os dois foi comprometida após a atuação do senador na articulação contra o indicado.

Nos bastidores, aliados do presidente relatam frustração com Alcolumbre e avaliam que ele atuou diretamente para barrar a aprovação. Antes mesmo do resultado, o senador teria sinalizado a interlocutores que contava com cerca de 50 votos contrários à indicação, o que aumentou a pressão entre governistas ao longo do dia.

A leitura no entorno de Lula, segundo o jornal, é que o movimento gerou constrangimento político para o governo, que vinha tentando consolidar apoio no Senado. Após a derrota, integrantes da base passaram a defender uma resposta mais dura do Planalto.

Entre as medidas discutidas está o enfraquecimento político de Alcolumbre em seu estado. Aliados sugerem que o presidente se envolva nas eleições no Amapá para tentar derrotar candidatos ligados ao senador, reduzindo sua influência no Congresso.

Outro caminho considerado é a revisão de indicações associadas ao presidente do Senado dentro da estrutura do governo. Auxiliares defendem a substituição de nomes vinculados a Alcolumbre como forma de sinalizar rompimento político.

A tensão ocorre em um momento em que o governo ainda depende do Senado para avançar em pautas relevantes, como propostas na área trabalhista e econômica. Mesmo assim, interlocutores avaliam que a deterioração da relação já é inevitável.

Fonte: InfoMoney

 

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