A obesidade infantil e na adolescência atinge proporções alarmantes no Brasil, com 16,5 milhões de crianças e adolescentes (entre 5 e 19 anos) vivendo com sobrepeso ou obesidade. Este cenário preocupante não apenas compromete a qualidade de vida imediata desses jovens, mas também projeta um futuro com graves consequências para a saúde pública do país, conforme dados recentes publicados pelo Atlas Mundial da Obesidade 2026, que indicam um aumento significativo de doenças associadas ao Índice de Massa Corporal (IMC) elevado.
Cerca de 6,6 milhões de crianças, com idades entre 5 e 9 anos, estão com sobrepeso ou obesidade. Já os adolescentes entre 10 e 19 anos somam 9,9 milhões. Um total de 16,5 milhões de crianças e adolescentes (5-19 anos) vivendo com sobrepeso ou obesidade no Brasil.
Desse total, quase 1,4 milhão de crianças e adolescentes foram diagnosticados com hipertensão no ano de 2025. Cerca de 572 mil com hiperglicemia, 1,8 milhão com triglicerídeos elevados e 4 milhões com doença hepática esteatótica metabólica (acúmulo de gordura no fígado).
“Esses números são um grito de alerta. A obesidade infantil não é apenas uma questão estética; é uma doença crônica que abre portas para uma série de comorbidades graves, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e problemas hepáticos, que antes eram vistas predominantemente em adultos. O diagnóstico precoce é fundamental para intervir a tempo e evitar que essas condições se agravem. Precisamos de ações preventivas robustas e coordenadas, envolvendo famílias, escolas, profissionais de saúde e políticas públicas, para reverter essa tendência e garantir um futuro mais saudável para nossas crianças e adolescentes”, alerta a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.
Projeções – Sem intervenções eficazes, o cenário para 2040 é ainda mais desafiador, com um aumento projetado nas doenças associadas ao IMC elevado:
- Mais de 1,6 milhão de crianças e adolescentes (5-19 anos) com hipertensão atribuída ao Índice de Massa Corpórea (IMC).
- 635 mil com hiperglicemia atribuída ao IMC.
- 2,1 milhões com triglicerídeos elevados atribuídos ao IMC.
- 4,6 milhões com doença hepática esteatótica metabólica.
“Estes dados reforçam a necessidade urgente de estratégias de prevenção e tratamento que abordem a obesidade infantil de forma multidisciplinar, visando a promoção de hábitos de vida saudáveis e o acesso a cuidados médicos adequados”, orienta Dra. Lorena Amato





