Cidade Urbano

Senador Laércio Oliveira coloca Sergipe no mapa dos minerais críticos

08/10/2026 às 18:09

 

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) destacou o potencial de Sergipe na nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos durante o seminário “Minerais Críticos: da Nova Lei à Transformação Industrial”, realizado nesta quinta-feira (8), em Brasília. Promovido pelo Instituto Diálogos, o encontro reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir os próximos passos da política criada pela Lei nº 15.506/2026, sancionada em setembro. O Brasil possui uma das maiores reservas mundiais de terras raras, mas ainda participa pouco das etapas de processamento e transformação desses minerais.

Segundo o senador, a discussão tem relação direta com as oportunidades de desenvolvimento de Sergipe. “Eu vim participar deste seminário porque isso tudo tem uma identidade com Sergipe. Potássio, calcário e outros minerais que o nosso estado tem estão inseridos dentro desse contexto, e o mundo todo corre atrás desses minerais. Eu foco naquilo que interessa ao meu estado, porque isso significa desenvolvimento e significa dias melhores”, disse.

Para Laércio, a nova política abre uma oportunidade para que o Brasil avance além da simples extração mineral e passe a transformar sua riqueza em produtos de maior valor, gerando investimentos, empregos e desenvolvimento. “Ampliar essas etapas, que produzem mais riqueza para o povo e para o Brasil, dentro do território nacional é um dos principais desafios para transformar o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento econômico”, afirmou o senador do Progressistas.

Ele ressaltou ainda que Sergipe tem ativos importantes para participar dessa nova etapa, entre eles o potássio, o calcário e outros minerais encontrados no estado. “O mundo todo hoje discute minerais raros. Muitas vezes a gente acha que isso não faz parte do nosso cotidiano, mas é o contrário: as baterias de carro usam minerais raros, a televisão da sua casa tem minerais raros. Isso aqui é um celular — e dentro dele existem exatamente os minerais que a gente estava discutindo aqui”, exemplificou.

Um dos principais encaminhamentos apontados durante o encontro foi a regulamentação da nova política pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE). O colegiado deverá definir, entre outros pontos, a lista de minerais considerados prioritários e os critérios para implementação da política.

A regulamentação é considerada importante para dar maior segurança aos investimentos e orientar projetos de pesquisa, produção e transformação mineral no país. Para Sergipe, a nova política pode abrir espaço para ampliar investimentos em cadeias já existentes no estado e atrair novos empreendimentos ligados à mineração e à indústria de transformação.

As riquezas de Sergipe

Entre os destaques apresentados pelo senador está o Complexo Taquari-Vassouras, em Rosário do Catete, onde está localizada a única mina de potássio em operação no país. O complexo possui, segundo dados oficiais citados no evento, cerca de 478 milhões de toneladas em reservas e emprega aproximadamente 1.500 trabalhadores.

Outro empreendimento citado foi o projeto da South Atlantic Potash que prevê investimentos estimados em R$ 10,51 bilhões. O projeto utiliza uma tecnologia de mineração por dissolução, que permite extrair o potássio por meio da injeção de água em profundidade para dissolver a rocha. A solução resultante, chamada salmoura, é então bombeada para a superfície, onde o potássio é separado.

Extrair e transformar

A Lei nº 15.506/2026, sancionada em 16 de setembro, criou a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e prevê instrumentos de incentivo para pesquisa, extração, beneficiamento e transformação mineral no país.

Durante o seminário, os participantes discutiram como transformar a nova legislação em investimentos e ampliar a geração de valor dentro do Brasil. Entre os temas estiveram as terras raras, os minerais críticos, a transição energética e a produção de tecnologias que dependem de minerais considerados estratégicos.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), presidente do Conselho de Administração do Instituto Diálogos, destacou a necessidade de ampliar a transformação mineral no país. “Temos uma das maiores reservas de terras raras do mundo e precisamos ampliar a agregação de valor da cadeia produtiva no país, estimular a industrialização, o desenvolvimento tecnológico e a qualificação da mão de obra brasileira”, afirmou.

O debate também abordou a concentração mundial do processamento de terras raras e a necessidade de o Brasil desenvolver capacidade própria de transformação. A discussão ganhou importância com as restrições comerciais adotadas pela China e a busca de Estados Unidos e União Europeia por novas fontes de fornecimento.

← AnteriorAedes aegypti: quase metade dos municípios brasileiros está…Próximo →Aracaju sedia assinatura da CCT aditiva dos bancários…