Saúde

SUS incorpora novo tratamento para pacientes com esclerose lateral amiotrófica em estágio inicial

22/07/2026 às 14:00

 

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da edaravona para o tratamento de pacientes adultos com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em estágios iniciais.

A decisão foi publicada nessa terça-feira (21), no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a portaria, as áreas técnicas têm o prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta do tratamento na rede pública.

A nova terapia é indicada para pacientes com ELA em graus 1 e 2, com duração da doença menor ou igual a dois anos.

A esclerose lateral amiotrófica é uma doença degenerativa que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo. Ela causa perda do controle muscular e ainda não tem cura conhecida.

Por não haver nenhum exame de laboratório que indique alguma substância no sangue ou marcador de precisão para detectar a doença, o diagnóstico costuma ser difícil. São necessários cerca de 11 meses para detectar o problema.

Principais sintomas

Os primeiros sintomas da doença podem parecer inofensivos, levando tempo até os sinais revelem o potencial do problema.

Entre os primeiros sintomas relatados pelos pacientes estão:

– Problemas para respirar

– Dificuldades para falar, engolir saliva ou comida

– Perda de controle da musculatura das mãos ou atrofia muscular da perna

No início, o raciocínio intelectual e os sentidos do corpo permanecem normais. Em geral, essas funções vão se deteriorando ao longo do tempo.

Após os primeiros sintomas, o paciente tem, em média, uma sobrevida de três anos e meio. Como consequência dos problemas no funcionamento dos músculos da respiração, os pacientes podem ter infecções pulmonares que levam à morte.

Estima-se que apenas 10% dos casos de esclerose lateral amiotrófica tenham causas genéticas. A doença é mais comum em pessoas entre 50 e 70 anos e é muito rara a ocorrência em jovens.

Tratamentos aprovados pelo SUS

Apesar de não haver cura, os tratamentos que existem buscam retardar a evolução da doença.

De acordo com o próprio Ministério da Saúde, o objetivo das terapias é aumentar a sobrevida, melhorar a qualidade de vida e controlar os sintomas.

Até então, o único tratamento específico aprovado pelo SUS era o uso do riluzol. O medicamento ajuda a retardar a progressão da ELA e aumentar a sobrevida dos pacientes em alguns meses.

A incorporação da edaravona vem também para tentar ajudar a diminuir o ritmo de evolução da doença, ainda em estágios iniciais.

Segundo um estudo publicado na revista científica “The Lancet”, em 2022, o fármaco pode aumentar em cerca de seis meses a sobrevida de pacientes. Além disso, no grupo analisado, ele foi capaz de reduzir o risco de morte.

Fonte: G1

 

 

 

 

 

← Anterior“Governança para Contratações Públicas Estratégicas”, de Lúcio Góis,…Próximo →Estudo aponta que El Niño pode culminar em…