O turismo internacional em Sergipe ganhou um novo roteiro estratégico. A Embratur, o Governo do Estado e o Sebrae apresentaram ao trade turístico local, nesta terça-feira (3), o Plano Brasis – Plano de Ação para Promoção Turística Internacional de Sergipe (2025–2027). O documento conecta as singularidades sergipanas à estratégia nacional da Marca Brasil, com foco em ampliar fluxos, visibilidade e parcerias de longo prazo.
A meta é colocar Sergipe na prateleira das grandes operadoras internacionais, capacitar agentes de viagem e estruturar a oferta para que o destino se transforme em pacote comercializado. A proposta é diversificar, integrando turismo de natureza, histórico, religioso e de experiência, ampliando o ticket médio e o tempo de permanência dos turistas de outros países.
Entre os destinos prioritários previstos no plano estão atrativos especialmente sergipanos como os Cânions do Xingó e a Capital Aracaju, São Cristóvão, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a Rota do Cangaço e a Praia do Saco.
Para o gerente de Negócios e Estratégias para o Mercado Internacional da Embratur, Alexandre Nakagawa, o plano aposta na diversificação de produtos como eixo estruturante da estratégia internacional. “Sergipe reúne atributos muito competitivos com uma natureza singular, patrimônio histórico reconhecido, gastronomia e cultura autênticas. O Plano Brasis organiza essa oferta, identifica onde há demanda e trabalha para posicionar o estado nos canais corretos de venda internacional, com inteligência de mercado e atuação integrada com o trade”, destacou.
Estratégia
O plano segmenta os mercados emissores em quatro níveis. No primeiro grupo estão Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, considerados consolidados, onde a meta é manter o fluxo e ampliar a diversidade de produtos vendidos. No segundo nível, considerados essenciais, aparecem Estados Unidos, Portugal, Espanha, Alemanha, França e Reino Unido. Há ainda mercados em crescimento, como Itália, Colômbia e Peru, e oportunidades específicas como a Bolívia.
A secretária de Estado do Turismo, Daniela Mesquita, destacou que o Plano Brasis Sergipe representa um marco para a internacionalização do destino. Segundo ela, para atingir os objetivos, o Estado contará com metodologias específicas de atuação, elaboradas de acordo com as características de cada mercado prioritário. “Mais do que um documento, o Plano Brasis é um diagnóstico técnico. E é a partir desse diagnóstico que poderemos agir de forma direcionada, com estratégia e assertividade”, afirmou.
Daniela ressaltou que a construção desse momento é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido nos últimos três anos. “Desde 2023 estamos dialogando com companhias aéreas, com a Embratur, com o Ministério do Turismo, buscando abrir o mercado internacional para Sergipe. Esse plano já era aguardado por todos nós.”
Para Bruno Barreto, diretor técnico do Sebrae Sergipe a parceria garante maior alcance à base do setor turístico, “Não se faz qualquer tipo de ação de forma isolada. A nossa intenção é envolver e ouvir todos os entes. Neste processo, cada instituição tem sua missão e seu papel para que possamos, de fato, avançar e mudar a realidade do turismo em Sergipe.”
Conforme Bruno Barreto, neste contexto, o Sebrae tem a missão de preparar o pequeno empresário para esse novo momento. “No Brasil, 97% dos serviços turísticos são operados por micro e pequenas empresas. Em Sergipe não é diferente. Por isso, precisamos investir em qualificação empresarial, gestão, processos e atendimento. Queremos preparar bem nossos estabelecimentos e empreendedores do trade, seja na capital, ou em outros municípios onde temos rotas turísticas importantes”, complementou.
Fonte: Embratur





