ARACAJU/SE, 14 de fevereiro de 2026 , 8:31:12

O início do comércio exterior brasileiro em 2026

 

Abordarei neste ensaio algumas informações importantes do Comércio Exterior brasileiro neste início de 2026, conforma dados coletados na Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Conforme dados da SECEX, em janeiro/2026, comparado a igual mês do ano anterior, as exportações caíram -1,0% e somaram US$ 25,15 bilhões. As importações caíram -9,8% e totalizaram US$ 20,81 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,34 bilhões, com crescimento de 85,8%, e a corrente de comércio diminuiu -5,1%, alcançando US$ 45,96 bilhões.

Exportações – em janeiro/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 2,1% em Agropecuária, que somou US$ 3,87 bilhões; queda de -3,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,07 bilhões e, por fim, queda de -0,5% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 14,08 bilhões. A combinação destes resultados levou à queda do total das exportações.

A SECEX aponta que a retração das exportações foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-33,6%), Café não torrado (-23,7%) e Algodão em bruto (-31,2%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-8,6%), Minérios de níquel e seus concentrados (-100%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-7,8%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-27,2%), Tabaco, descaulificado ou desnervado (-50,4%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-54,6%) na Indústria de Transformação.

A SECEX também descreve que ainda que o resultado das exportações tenha sido de queda, os seguintes produtos registraram aumento nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (140,7%), Milho não moído, exceto milho doce (18,8%) e Soja (91,7%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (101,1%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (22,8%) e Minérios de metais preciosos e seus concentrados (2.035,9%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (42,5%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (591,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (102,9%) na Indústria de Transformação.

Importações – em janeiro/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -28,7% em Agropecuária, que somou US$ 0,44 bilhões; queda de -30,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,77 bilhões e, por fim, queda de -8,2% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 19,45 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.

O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-35,5%), Cacau em bruto ou torrado (-86,3%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-47,4%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-4,1%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-49,8%) e Gás natural, liquefeito ou não (-15,8%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-17,5%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-66,8%) e Partes e acessórios dos veículos automotivos (-20,4%) na Indústria de Transformação.

Para a SECEX, ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Arroz com casca, paddy ou em bruto (3.833,4%), Milho não moído, exceto milho doce (6,5%) e Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (129,2%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (4,5%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (101,9%) e Linhita e turfa (43,8%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (12,1%), Cobre (63,9%) e Veículos automóveis de passageiros (106,2%) na Indústria de Transformação.

Os principais parceiros comerciais do Brasil foram os seguintes:

Argentina – As exportações para a Argentina, no mês de janeiro/2026, caíram -24,5% e somaram US$ 0,91 bilhões. As importações diminuíram -13,6% e totalizaram US$ 0,77 bilhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,15 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -19,9% alcançando US$ 1,68 bilhões.

China – As exportações para a China no mês de janeiro/2026, cresceram 17,4% e somaram US$ 6,47 bilhões. As importações diminuíram -4,9% e totalizaram US$ 5,75 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,72 bilhões e a corrente de comércio aumentou 5,7% alcançando US$ 12,23 bilhões.

Estados Unidos – As exportações para os Estados Unidos, em janeiro/2026, caíram -25,5% e somaram US$ 2,40 bilhões. As importações diminuíram -10,9% e chegaram a US$ 3,07 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num déficit de US$ -0,67 bilhões e a corrente de comércio registrou queda de -18,0% alcançando US$ 5,47 bilhões.

União Europeia – As vendas para a União Europeia caíram -6,2% e chegaram a US$ 3,92 bilhões. As importações diminuíram -11,5% e totalizaram US$ 3,62 bilhões. Assim, a balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 0,31 bilhão e a corrente de comércio diminuiu -8,8% alcançando US$ 7,54 bilhões.

Fica evidenciado neste primeiro mês de 2026 que a balança comercial brasileira começa bem em face de um crescimento de 85,8% e melhoria nas relações comerciais do Brasil com a Argentina, que apresentou um superávit de US$ 0,15 bilhões; com a China, que apresentou superávit de US$ 0,72 bilhões e com a União Europeia, que apresentou superávit de US$ 0,31 bilhões.