Para quem começou 2026 desejando por um emprego novo, as oportunidades podem se alinhar bem com uma estratégia da principal rede social da carreira: o LinkedIn.
A rede funciona como um mecanismo de busca. Os recrutadores pesquisam por palavras-chave — cargo, habilidades, setor, localização — e o algoritmo exibe os perfis que melhor correspondem a esses termos. O InfoMoney conversou com especialistas que trouxeram dicas de como potencializar seu perfil para encontrar um novo emprego.
Para Rosa Bernhoeft, especialista em gestão de pessoas e CEO da Alba Consultoria, cada campo precisa ser preenchido pensando em como você quer ser encontrado.
Diferentemente do currículo, estático, o LinkedIn é dinâmico. “Ele permite que você demonstre conhecimento, construa rede, interaja com conteúdos e seja encontrado sem precisar se candidatar”, explica Bernhoeft.
Ylana Miller, especialista em gestão de pessoas e CEO da Yluminarh, complementa que, por ser uma plataforma de rede social tem mais visibilidade, promove engajamento e permite atualização constante. “É uma divulgação em tempo real sobre o perfil profissional”, cita.
5 mudanças chaves no LinkedIn para conseguir um emprego em 2026
1. Manter o perfil completo e atualizado
Um bom perfil, com nome, descrição, cargos e foto já faz toda a diferença. Bernhoeft explica que perfis com foto recebem até 14 vezes mais visualizações.
O título — aquele texto logo abaixo do nome — é o segundo elemento que os recrutadores veem. A especialista destaca que essa área deve conter palavras que descrevam sua área de atuação, não frases genéricas como “em busca de oportunidades”.
A seção de habilidades também tem peso direto na visibilidade. Porém, não adianta listar habilidades genéricas. Inclua termos do seu utilizados no seu setor ou área de atuação.
Outra dica é na parte do resumo, ou “sobre”, onde é possível contar sua história em primeira pessoa com clareza, incluindo suas principais entregas. Na área das experiências, detalhe responsabilidades, resultados, projetos relevantes. Isso ajuda tanto o algoritmo quanto o recrutador humano a entenderem seu perfil.
2. Ajustar o perfil conforme o cargo desejado
Recrutadores buscam na rede por função. Dessa forma, opte por deixar o título com o cargo que busca, como “Analista de Marketing Digital” do que “Em busca de recolocação”.
O selo “Open to Work” pode ajudar, mas não substitui um perfil completo. A recomendação é utilizá-lo como um sinal adicional, não estratégia principal.
Nas configurações do LinkedIn é possível alterar as preferências de carreira que aparecem para os recrutadores, podendo indicar que está aberto a oportunidades e definir cargos, setores e tipos de trabalho de interesse.
3. Avalie se a vaga faz sentido com o seu perfil
Antes de se candidatar, avalie se a vaga realmente faz sentido para o seu perfil. Candidaturas estratégicas têm mais chance de gerar resposta do que candidaturas em massa.
Essa tática pode salvar tempo das inscrições nas vagas e processos seletivos para focar nas oportunidades pareadas com as suas experiências.
Uma outra dica é configurar alertas de vagas para receber notificações quando novas oportunidades compatíveis com seu perfil forem publicadas, e pode ser um dos primeiros a se candidatar.
4. Use regularmente o LinkedIn
Uma das dicas mais importantes, de acordo com Miller, é investir em networking, interagir com profissionais da sua área de interesse profissional, publicar conteúdo relevante, usar filtros de busca de vagas e se conectar com recrutadores.
“É preciso manter presença diariamente nessa rede social. Ler artigos, comentar e participar de grupos de discussão contribuem para promover sua marca pessoal e ampliar sua rede de relacionamento”, explica a CEO da Yluminarh.
O LinkedIn pode conter as mesmas informações de um currículo, mas sua função é outra: é uma vitrine viva, que mostra não só o que você fez, mas como você pensa, com quem você se conecta e como você se posiciona na sua área.
5. Após um não, peça feedback
No terceiro trimestre de 2025, segundo o IBGE, 6 milhões de brasileiros estavam desempregados. Nesse cenário, receber respostas negativas de um processo seletivo pode ser frustrante, mas as especialistas reiteram que é essencial separar a resposta de um processo da sua identidade profissional.
“Não ser selecionado significa que o seu perfil não era o mais aderente àquela vaga específica, naquele momento. Não significa que você não tem valor. Processos seletivos envolvem dezenas de variáveis — orçamento, cultura, prioridades internas — que nada têm a ver com sua capacidade”, diz a CEO da Alba Consultoria.
A busca de uma nova oportunidade profissional exige relacionamento interpessoal, inteligência emocional e resiliência. Nesses casos, é importante criar novas estratégias até alcançar o objetivo.
A dica das especialistas é pedir feedback, com educação e abertura, para mostrar pontos que não tinha percebido antes. Conversar com pessoas na mesma situação pode ser uma importante rede de apoio nesse momento.
Fonte: InfoMoney





