ARACAJU/SE, 9 de janeiro de 2026 , 23:07:55

5 mudanças para fazer no seu LinkedIn para encontrar um novo emprego em 2026

 

Para quem começou 2026 desejando por um emprego novo, as oportunidades podem se alinhar bem com uma estratégia da principal rede social da carreira: o LinkedIn.

A rede funciona como um mecanismo de busca. Os recrutadores pesquisam por palavras-chave — cargo, habilidades, setor, localização — e o algoritmo exibe os perfis que melhor correspondem a esses termos. O InfoMoney conversou com especialistas que trouxeram dicas de como potencializar seu perfil para encontrar um novo emprego.

Para Rosa Bernhoeft, especialista em gestão de pessoas e CEO da Alba Consultoria, cada campo precisa ser preenchido pensando em como você quer ser encontrado.

Diferentemente do currículo, estático, o LinkedIn é dinâmico. “Ele permite que você demonstre conhecimento, construa rede, interaja com conteúdos e seja encontrado sem precisar se candidatar”, explica Bernhoeft.

Ylana Miller, especialista em gestão de pessoas e CEO da Yluminarh, complementa que, por ser uma plataforma de rede social tem mais visibilidade, promove engajamento e permite atualização constante. “É uma divulgação em tempo real sobre o perfil profissional”, cita.

5 mudanças chaves no LinkedIn para conseguir um emprego em 2026

1. Manter o perfil completo e atualizado

Um bom perfil, com nome, descrição, cargos e foto já faz toda a diferença. Bernhoeft explica que perfis com foto recebem até 14 vezes mais visualizações.

O título — aquele texto logo abaixo do nome — é o segundo elemento que os recrutadores veem. A especialista destaca que essa área deve conter palavras que descrevam sua área de atuação, não frases genéricas como “em busca de oportunidades”.

A seção de habilidades também tem peso direto na visibilidade. Porém, não adianta listar habilidades genéricas. Inclua termos do seu utilizados no seu setor ou área de atuação.

Outra dica é na parte do resumo, ou “sobre”, onde é possível contar sua história em primeira pessoa com clareza, incluindo suas principais entregas. Na área das experiências, detalhe responsabilidades, resultados, projetos relevantes. Isso ajuda tanto o algoritmo quanto o recrutador humano a entenderem seu perfil.

2. Ajustar o perfil conforme o cargo desejado

Recrutadores buscam na rede por função. Dessa forma, opte por deixar o título com o cargo que busca, como “Analista de Marketing Digital” do que “Em busca de recolocação”.

O selo “Open to Work” pode ajudar, mas não substitui um perfil completo. A recomendação é utilizá-lo como um sinal adicional, não estratégia principal.

Nas configurações do LinkedIn é possível alterar as preferências de carreira que aparecem para os recrutadores, podendo indicar que está aberto a oportunidades e definir cargos, setores e tipos de trabalho de interesse.

3. Avalie se a vaga faz sentido com o seu perfil

Antes de se candidatar, avalie se a vaga realmente faz sentido para o seu perfil. Candidaturas estratégicas têm mais chance de gerar resposta do que candidaturas em massa.

Essa tática pode salvar tempo das inscrições nas vagas e processos seletivos para focar nas oportunidades pareadas com as suas experiências.

Uma outra dica é configurar alertas de vagas para receber notificações quando novas oportunidades compatíveis com seu perfil forem publicadas, e pode ser um dos primeiros a se candidatar.

4. Use regularmente o LinkedIn

Uma das dicas mais importantes, de acordo com Miller, é investir em networking, interagir com profissionais da sua área de interesse profissional, publicar conteúdo relevante, usar filtros de busca de vagas e se conectar com recrutadores.

“É preciso manter presença diariamente nessa rede social. Ler artigos, comentar e participar de grupos de discussão contribuem para promover sua marca pessoal e ampliar sua rede de relacionamento”, explica a CEO da Yluminarh.

O LinkedIn pode conter as mesmas informações de um currículo, mas sua função é outra: é uma vitrine viva, que mostra não só o que você fez, mas como você pensa, com quem você se conecta e como você se posiciona na sua área.

5. Após um não, peça feedback

No terceiro trimestre de 2025, segundo o IBGE, 6 milhões de brasileiros estavam desempregados. Nesse cenário, receber respostas negativas de um processo seletivo pode ser frustrante, mas as especialistas reiteram que é essencial separar a resposta de um processo da sua identidade profissional.

“Não ser selecionado significa que o seu perfil não era o mais aderente àquela vaga específica, naquele momento. Não significa que você não tem valor. Processos seletivos envolvem dezenas de variáveis — orçamento, cultura, prioridades internas — que nada têm a ver com sua capacidade”, diz a CEO da Alba Consultoria.

A busca de uma nova oportunidade profissional exige relacionamento interpessoal, inteligência emocional e resiliência. Nesses casos, é importante criar novas estratégias até alcançar o objetivo.

A dica das especialistas é pedir feedback, com educação e abertura, para mostrar pontos que não tinha percebido antes. Conversar com pessoas na mesma situação pode ser uma importante rede de apoio nesse momento.

Fonte: InfoMoney

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