ARACAJU/SE, 7 de janeiro de 2026 , 7:36:00

Após ataque à Venezuela, Trump faz novo alerta sobre Groenlândia

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou acreditar que a aquisição da Groenlândia é necessária para a defesa dos Estados Unidos.

“Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, disse ele em entrevista à revista The Atlantic neste domingo (4).

Isso ocorre depois que Katie Miller, aliada de Trump e esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca para políticas, publicar no X uma imagem do mapa da Groenlândia sobreposta à bandeira americana, escrevendo: “EM BREVE”.

Em resposta, os líderes da Dinamarca e da Groenlândia pediram que Trump pare de ameaçar anexar a Groenlândia.

“Não faz absolutamente nenhum sentido falar sobre a necessidade de os EUA anexarem a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar nenhum dos três países do Reino da Dinamarca”, afirmou a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, em um comunicado.

Por sua vez, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, destacou: “Quando o presidente dos Estados Unidos diz que ‘precisamos da Groenlândia’ e nos associa à Venezuela e à intervenção militar, isso não é apenas errado. É desrespeitoso”.

Importância estratégica da Groenlândia

Trump defende que a Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, se torne parte dos Estados Unidos.

A posição estratégica da ilha ártica entre a Europa e a América do Norte a torna um local fundamental para o sistema de defesa antimíssil balístico dos EUA, enquanto sua riqueza mineral também atrai interesse, já que os EUA esperam reduzir sua dependência das exportações chinesas.

A Groenlândia, antiga colônia dinamarquesa, tem o direito de declarar independência segundo um acordo de 2009, mas depende fortemente de subsídios dinamarqueses.

A Dinamarca tem procurado melhorar as relações tensas com a Groenlândia ao longo do último ano, ao mesmo tempo que tenta amenizar as tensões com o governo Trump, investindo na defesa do Ártico.

Fonte: CNN Brasil

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