Da redação, AJN1
Neste domingo (17), Aracaju completa 164 anos de fundação. Construída em formato de um tabuleiro de xadrez, uma das primeiras cidades planejadas do Brasil, em 1855, depois de uma votação da Assembleia Provincial, o então presidente Inácio Joaquim Barbosa elevou o povoado de ‘Santo Antônio do Aracaju’ à condição de capital, até então situada na histórica cidade de São Cristóvão.
De acordo com registros históricos, a transferência se deu por iniciativa do presidente da Província, Inácio Barbosa, e do barão do Maruim Provincial. Nesse sentindo, São Cristóvão não mais oferecia qualidades para ser sede administrativa e a pressão econômica do Vale do Cotinguiba – maior região produtora de açúcar – fazia questão da mudança, já que era preciso a criação de um porto que garantisse a escoação da produção.
Somente em 1865 a capital vingou. A partir dessa data, ocorre um novo ciclo de desenvolvimento, que dura até os primeiros anos após a proclamação da República.
No ano de 1884, é fundada a primeira fábrica de tecidos, iniciando o desenvolvimento industrial. Em junho de 1886, Aracaju tinha uma população de 1.484 habitantes e já havia a imprensa oficial, além de algumas linhas de barco para o interior.
Do alto da Colina do Santo Antônio, Inácio Barbosa, um homem à frente de seu tempo, estava certo: Aracaju, ainda um pequeno lugarejo, beijada pelo mar e abraçada pelo rio Sergipe, iria honrar, com maestria, o status de capital herdado da querida São Cristóvão.
Hoje, a brisa que sopra ao sul, na interseção do rio com o mar, cortando a cidade em direção ao norte, é testemunha indelével da felicidade do povo aracajuano, seja consumido cultura nos Mercados Centrais, descontraindo no parque dos Cajueiros, ou contemplando o entardecer na praia de Atalaia, a cidade, ainda menina, continuará dando exemplos e seguirá na direção certa para o desenvolvimento.




