O projeto da Área de Proteção à Prática do Ciclismo (APPC) será retomado a partir deste sábado (26) pela Prefeitura de Aracaju. A ação está suspensa desde abril do ano passado por conta das medidas restritivas para o enfrentamento da pandemia da covid-19.
Com a volta do projeto, haverá o fechamento temporário e parcial que se repetirá semanalmente, nas terças e quintas-feiras, das 4h30 às 6h30, e aos sábado das 5h às 10h, no sentido Sul/Norte da avenida Santos Dumont, no trecho entre o antigo Hotel Parque dos Coqueiros e o Oceanário de Sergipe, visando isolar o local para a prática do ciclismo. Por conta disso, os motoristas devem ficar atentos às mudanças de trânsito.
“Retomaremos a Área de Proteção à Prática do Ciclismo, fazendo os devidos bloqueios e sinalizações junto aos agentes de trânsito, para que os ciclistas possam fazer os treinos e atividades físicas com segurança. É importante que os condutores redobrem a atenção ao passarem pela região, já que a avenida Santos Dumont, sentido Praias/Centro, fica parcialmente bloqueada durante o funcionamento da APPC”, explicou o superintendente Municipal de Transportes e Trânsito, Renato Telles.
Segundo o secretário municipal da Juventude e do Esporte, Sérgio Thiessen, o retorno do projeto já vinha sendo aguardado, porque o espaço é uma conquista dos ciclistas, seguindo o exemplo de outras cidades que já praticavam projetos semelhantes.
Avaliação
Ciclista urbano desde 2005, sócio-fundador da ONG Ciclo Urbano e um dos responsáveis pela elaboração do estudo técnico que construiu a APPC, Waldson Costa explica porque a reabertura da área é tão importante. “Com a pandemia, houve uma privação de espaços abertos para a realização de atividades físicas, em razão da impossibilidade de aglomeração”, destaca.
Ele conta ainda que, por conta do aumento da quantidade de pessoas que utilizam o espaço e da paralisação da APPC nos últimos meses, alguns perigos começaram a surgir. “A circulação de veículos naquela região é muito intensa e, de fato, nós, enquanto ciclistas e também corredores, notamos grandes riscos de sofrer acidentes”, revela.
“A reabertura desse espaço vai resultar numa maior segurança para a prática dessas atividades. Mas é importante dizer que o potencial dessa ação vai além do fechamento de uma espaço para não haver circulação de automóveis, porque gera apropriação urbana das pessoas que utilizam o local, bem como gera construção de identidade urbana, e tudo isso aliado à atividade física que, consequentemente, melhora a qualidade de vida dos cidadãos”, afirma o ciclista.
*Com informações AAN