O governo brasileiro acredita que a invasão dos Estados Unidos à Venezuela deve pressionar a União Europeia por um consenso sobre o acordo comercial com o Mercosul.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja uma nova conversa por telefone com a premiê italiana Giorgia Meloni ainda neste mês.
Meloni pediu a Lula, no final do ano passado, um período de até um mês para diminuir a pressão interna no país para fechar o acordo comercial.
A UE não conseguiu finalizar o acordo de livre comércio no mês passado, depois que a Itália e a França lideraram uma campanha para adiá-lo, argumentando que ainda faltavam proteções adequadas para os agricultores europeus.
O governo brasileiro considera que a tentativa de Donald Trump de aumentar a influência americana na América do Sul, de forma especial após a ação militar dos EUA na Venezuela, tende a afetar atuais acordos comerciais da União Europeia.
A avaliação é que a percepção no bloco europeu é de que os países têm perdido espaço para uma nova ordem geopolítica capitaneada pelos Estados Unidos e China.
Lula já disse que, se o acordo não for fechado no início deste ano, o Brasil abandonará as tratativas e reforçará sua relação comercial com seus principais parceiros econômicos: China e Estados Unidos.
Sob pressão tanto política como econômica, a União Europeia tem tentado chegar a um consenso até o final de janeiro, antes que os países europeus percam mais mercados na América do Sul.
Um porta-voz da Comissão da União Europeia disse à Reuters na segunda-feira (5) que houve um progresso nas últimas semanas em direção à assinatura do acordo comercial. Segundo ele, um anúncio sobre o assunto deve ser feito em breve.
Fonte: CNN Brasil





