O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua equipe estão discutindo opções para a aquisição da Groenlândia, disse a Casa Branca nesta terça-feira (6).
De toda forma, o governo dos EUA não descartou a utilização das forças militares para esse objetivo, destacando que isso é “sempre uma opção”.
“O presidente Trump deixou bem claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em um comunicado à CNN.
“O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para alcançar esse importante objetivo de política externa e, é claro, utilizar as Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do Comandante-em-Chefe”, adicionou.
Na segunda-feira (5), Stephen Miller, assessor sênior da Casa Branca, disse a Jake Tapper, da CNN, que “a Groenlândia deve fazer parte dos Estados Unidos”.
Ele chegou a rejeitar a utilização de força militar, mas usando o argumento de que “ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro” da ilha.
Importância estratégica da Groenlândia
Trump defende que a Groenlândia, um território dinamarquês autônomo, se torne parte dos Estados Unidos.
A posição estratégica da ilha ártica entre a Europa e a América do Norte a torna um local fundamental para o sistema de defesa antimíssil balístico dos EUA, enquanto sua riqueza mineral também atrai interesse, já que os EUA esperam reduzir sua dependência das exportações chinesas.
A Groenlândia, antiga colônia dinamarquesa, tem o direito de declarar independência segundo um acordo de 2009, mas depende fortemente de subsídios dinamarqueses.
A Dinamarca tem procurado melhorar as relações tensas com a Groenlândia ao longo do último ano, ao mesmo tempo que tenta amenizar as tensões com o governo Trump, investindo na defesa do Ártico.
Fonte: CNN Brasil





