Neste dia 25 de maio, completa um ano em que Genivaldo Santos foi morto brutalmente após abordagem de policiais rodoviários federais, no município de Umbaúba. O caso repercutiu em todo o Brasil e em outros países. Familiares ainda buscam na Justiça a condenação dos agentes pelos minutos de tortura impostos ao homem na viatura da corporação.
+ Após morte de Genivaldo, policiais rodoviários federais usarão câmeras
Naquele dia, Genivaldo, um homem de cor parda, de 38 anos, antes de levar o filho Enzo à escola, conferiu os bolsos para certificar-se que não estava esquecendo a cartela de Quetiapina 25mg, medicação prescrita quando foi diagnosticado com esquizofrenia, aos 18 anos. Antes de buscá-lo, ao meio-dia, foi à casa da irmã, Damarise, localizada em uma das vias centrais da cidade. Lá, Genivaldo pediu emprestada uma Honda Biz 125 vermelha estacionada em frente à residência e disse que logo a devolveria.
No caminho de volta, agentes da PRF que patrulhavam as redondezas abordaram Genivaldo. Ele foi derrubado no chão, teve as mãos algemadas e os pés amarrados com fitas. Depois, foi imobilizado por dois agentes que colocaram os joelhos sobre seu tórax.
Ainda assim, Genivaldo ainda foi introduzido no porta-malas da viatura da PRF e obrigado a inalar gás lacrimogêneo.
No boletim de ocorrência, os policiais Kleber Nascimento Freitas, Paulo Rodolpho Lima Nascimento e William de Barros Noia afirmaram que o sergipano foi parado por não usar capacete. Relatam, ainda, que ele havia se recusado a levantar a camisa e colocar as mãos na cabeça.
Nas gravações da cena, é possível ver fumaça escapando da viatura enquanto Genivaldo grita e tenta escapar do compartimento. Nem mesmo os gritos de “vai matar o cara” e os celulares apontados para aquela sessão de tortura foram capazes de impedir a ação.
No boletim de ocorrência, os três agentes chegaram a admitir o uso de gás, mas atribuíram a morte a um suposto mal súbito.
De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal, a principal causa da morte foi asfixia mecânica. O órgão, no entanto, não soube definir o que provocou a insuficiência respiratória.
Os agentes Kleber Nascimento, Paulo Rodolpho e William Noia estão detidos no Presídio Militar de Sergipe, onde aguardam julgamento. Eles vão a júri popular pelos crimes de tortura-castigo e homicídio triplamente qualificado que, somadas as penas, podem chegar a quase 40 anos de detenção.
Com informações da Carta Capital.







