Da redação, AJN1
Além da covid-19 – que toda a população deve se preocupar, evitando aglomerações, usando máscara de proteção facial, além de higienização frequente das mãos – outras doenças que também merecem atenção continuam a circular pelo país, a exemplo das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue, chikungunya e zika, velhas conhecidas dos sergipanos.
De acordo com o boletim divulgado nesta terça-feira (13) pelo Sistema de Agravos de Notificações (Sinan) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram registradas, nos primeiros meses deste ano 149 casos de dengue. No ano passado, neste mesmo período, foram 798 confirmações, representando uma redução de 69,4%. Também houve redução no número de notificações: foram 1.286 notificações em 2021 e 2.205 notificações em 2020, representando queda de 69,5%. Em todo ano de 2020 foram notificados 5.285 casos e confirmados 1.847.
Apesar da redução dos casos de dengue, houve um aumento nos casos Chikungunya, onde foram quantificados 113 casos confirmados a mais em relação ao mesmo período de 2020; a Zika apresentou 18 confirmações a mais em relação ao mesmo período do ano passado.
Ainda de acordo com o Sinan, foram notificados 1.551 casos de Chikungunya nos primeiros seis meses deste ano, sendo que 736 foram confirmados. No ano passado, neste mesmo período, foram 874 notificações e 623 confirmações. Em todo o ano de 2020 foram notificados 5.000 casos e 3.820 confirmações de Chikungunya.
Este ano, foram notificados 125 casos de Zika e 39 confirmações. Neste mesmo período, no ano passado, foram 121 notificações e 21 casos confirmados de Zika. Em todo ano passado, foram 527 notificações e 188 confirmações.
Segundo a gerente do Núcleo de Endemias, Sidney Sá, é fundamental que os municípios estejam atentos a essas notificações, porque é baseado nos indicadores do sistema de informação que as áreas técnicas fazem avaliação necessária e, junto ao próprio município, buscam conter o avanço das arboviroses. Além disso, Sidney Sá orienta que as pessoas fiquem atentas aos sintomas.
“É importante que tudo isso esteja registrado. Não adianta dizer que tem caso sem estar registrado, é essencial que o registro aconteça para uma avaliação real. É importante sempre estar fazendo esses tipos de análise epidemiológica, porque as arboviroses continuam, mesmo em período de pandemia da covid-19. Temos os registros de casos, então houve uma redução no número de casos de dengue, mas em compensação, observamos um aumento no número de casos de chikungunya e zika. A população deve ficar em alerta nos sintomas que são parecidos inicialmente. É importante que a população esteja sempre procurando as Unidades Básicas de Saúde e os profissionais de saúde para que o diagnóstico e notificação dos casos aconteçam, para que seja possível melhorar cada vez mais os serviços”, destaca.