ARACAJU/SE, 30 de agosto de 2025 , 6:25:36

Cirurgião plástico alerta sobre riscos de queimaduras no período junino

 

O mês de junho também traz a preocupação das queimaduras provenientes de de chamas, como de líquidos quentes e, principalmente, de fogos de artifício. Apesar das restrições impostas pela pandemia, que sugerem o não uso de fogos de artifício ou acendimento de fogueiras, muitas pessoas ainda buscam comemorar desta forma, mesmo que em casa. Diante disso, é preciso tomar cuidado no manuseio de fogos de artifício, principalmente por se tratar de um período onde hospitais estão cheios.

Segundo o cirurgião plástico e diretor de Novos Negócios da Unimed Sergipe, Márcio Barreto, algumas coisas devem ser lembradas caso ocorra uma lesão térmica. “A primeira coisa que temos que fazer é resfriar o local. Resfriar o local pode ser simplesmente com uma toalha embebida em água. Evite passar qualquer elemento em cima. Culturalmente a gente vê as pessoas colocando pasta de dente, café, folha de bananeira. Evite qualquer coisa que não seja simplesmente água e enrole com uma toalha. A intenção disso é diminuir a temperatura, diminuir a dor e diminuir o aprofundamento da queimadura. Queimou, não fique em casa com essa lesão, vá a um hospital”, orienta.

Como informa o cirurgião, os locais mais comuns onde podem ocorrer essas queimaduras são braços, rosto e principalmente pernas, porque alguns fogos de artifício giram no chão. Além disso, crianças pequenas, em algumas ocasiões, pegam os chamados traques de massa e colocam no bolso, provocando um risco de explosão ao esbarrar em outra criança.

“O Hospital Unimed está pronto para atender. Lembrando que, não importa a hora, o momento ou como foi a queimadura. Muitas vezes a gente recebe no pronto socorro queimaduras que já passaram doze horas, vinte e quatro horas, porque a família não quis levar e achou que ia ser uma coisa simples. Muitas vezes as queimaduras se aprofundam. Na hora só tem uma lesão avermelhada. Seis horas depois já vê bolhas e 12 horas ou 24 horas depois, já vê uma água saindo”, explica Barreto.

A recomendação é: queimou, viu que está muito avermelhado, precisa ser levado diretamente para uma unidade de atendimento. Se também houver roupa queimada, tirar a vestimenta que estiver por cima, para não grudar no tecido humano qualquer sujeira da roupa ou fuligem.

“É muito importante que não se dê nenhum tipo de alimento para a pessoa. Muitas vezes se dá água para que a pessoa se acalme ou resfrie. Muitas vezes tem que chegar no hospital e levar o paciente para o centro cirúrgico, para que ele seja sedado ou anestesiado para fazer o que nós chamamos de desbridamento, que nada mais é do que uma limpeza cirúrgica. A limpeza é uma das coisas que mais determinam a recuperação rápida e a diminuição de complicações. Se não é feita uma limpeza adequada na ferida, aquele tecido morto fica grudado na pele e é substrato para infecção”, ressalta o cirurgião e diretor de negócios da Unimed Sergipe.

De acordo com ele, as queimaduras podem ser tratadas no hospital e acompanhadas de forma ambulatorial, então não significa que o paciente vá para o pronto socorro e tenha que ficar internado. No entanto, existem queimaduras especiais: na face, nas mãos e na sola dos pés. Por serem muito dolorosas, normalmente, são as que os profissionais médicos orientam internação por alguns dias.

“O mais importante é prevenir a queimadura. Então, muito cuidado na hora de escolher qualquer explosivo. Vamos lembrar que estamos na pandemia. Vamos lembrar que os hospitais continuam cheios e os prontos-socorros estão com uma taxa de atendimento ainda de pacientes com covid-19. Então, o que puder fazer para evitar esses ambientes, é o ideal”, alerta o médico Márcio Barreto.

Fonte: Ascom Unimed

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