ARACAJU/SE, 30 de agosto de 2025 , 6:23:41

Corpo de Bombeiros orienta como agir diante de situações de engasgo

O engasgo é uma situação muito comum, especialmente em bebês e crianças que possuem o hábito de colocar objetos na boca. Por isso, é preciso que os pais e responsáveis se mantenham atentos, principalmente quando os pequenos estiverem brincando e comendo. Entre 2020 e 2021, o Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) atendeu 31 chamadas de emergência relacionadas a engasgos, das quais seis ocorrências foram neste ano.

O atendimento correto pode evitar tragédias, pois o engasgo pode levar à morte se não houver socorro imediato. O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe tem diversos protocolos de socorro para cada situação, por exemplo, existe uma diferença no procedimento adotado para desengasgar bebês de até um ano de idade e para adultos e crianças acima de um ano.

A sargento do Corpo de Bombeiros Marcia Machado orienta que é primordial manter a calma. O pedido de socorro também pode ser feito pelo telefone 193. “As ocorrências de engasgo são muito corriqueiras e fazem parte dos procedimentos do Corpo de Bombeiros. O primeiro de tudo é manter a calma, pois o controle emocional fará diferença, entre socorrer e pedir socorro. O primeiro passo é sempre pedir socorro”.

A militar orienta que, mantendo a calma, o primeiro passo é observar a criança, para identificar o tipo de engasgo, o que ajudará no salvamento. “Olhar a criança de frente e observar se tem um engasgo parcial ou total. Como assim? Se ela chora, emite som. Então o que tenho que pensar é que é um engasgo parcial, pois parte do ar ainda passa. Quando é um engasgo total a criança, está sem falar, está roxa e não consegue emitir nenhum tipo de sinal”, detalhou.

A sargento também ressaltou que sacudir a criança para frente e para trás pode causar ainda mais danos. “O efeito chicote, do balançar da cabeça da criança, pode lesar a coluna cervical. Isso vai também gerar problemas para a criança. E outra questão é a tentativa às cegas de colocar o dedo na boca para retirar o objeto, pois  poderá empurrá-lo ainda mais, saindo de um engasgo parcial para um total”, relembrou.

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