Aracaju alcançou, em 2025, o menor índice de desocupação desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. A taxa recuou para 6,3%, resultado significativamente inferior aos 10,8% registrados em 2024 e aos 12,9% observados em 2023. Os dados, divulgados na última sexta-feira (200 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciam o avanço consistente do mercado de trabalho na capital sergipana.
A redução de 4,5 pontos percentuais em apenas um ano reforça o ritmo de recuperação econômica do município. Em 2025, o índice de Aracaju ficou abaixo da média de Sergipe (7,9%) e também do Nordeste (7,9%), consolidando um desempenho superior ao cenário regional.
Outro indicador positivo foi a diminuição da informalidade. Em 2025, Aracaju contabilizou 105 mil trabalhadores informais, o que corresponde a 33,2% do total de ocupados. Em 2024, eram 107 mil pessoas nessa condição, com taxa de 36,5%. A queda de mais de três pontos percentuais aponta para o avanço da formalização do mercado de trabalho local. Para efeito de comparação, a taxa média de informalidade no Brasil em 2025 foi de 38,1%.
A presidente da Fundação Municipal de Formação para o Trabalho (Fundat), Melissa Rollemberg, destacou que a evolução dos números é resultado direto do fortalecimento das políticas públicas voltadas à qualificação profissional e à aproximação com a população.
“Quando comparamos 2023, 2024 e 2025, percebemos uma redução muito significativa na taxa de desocupação. Saímos de 10,8% em 2024 para 6,3% em 2025. É uma queda expressiva, que demonstra que as ações desenvolvidas pela Fundat estão surtindo efeito”, afirmou.
Segundo Melissa, a estratégia de descentralizar os cursos e ampliar a presença da prefeitura nos bairros, especialmente nas regiões mais afastadas do centro, tem contribuído para democratizar o acesso à qualificação e às oportunidades. “Temos investido na oferta de cursos em diversos bairros, fortalecendo nossa presença nas comunidades e dialogando diretamente com quem mais precisa. Quanto mais próximos estivermos da população, mais fortalecemos a empregabilidade”, ressaltou, acrescentando que foram qualificadas mais de 6 mil pessoas pela Fundat em 2025.
A presidente também enfatizou o diálogo constante com o setor produtivo. “As qualificações têm sido assertivas porque são planejadas a partir da escuta do mercado e das pessoas. Conversamos com empresários e com os trabalhadores para alinhar as formações às demandas reais. Isso tem gerado mais carteiras assinadas, mais oportunidades e, consequentemente, mais dignidade para a nossa população”, completou.
Quarto trimestre de 2025
Os números do quarto trimestre de 2025, divulgados também na última sexta-feira, reforçam a tendência de crescimento do emprego na capital. No período, Aracaju registrou 300 mil pessoas ocupadas, contra 294 mil no mesmo trimestre de 2024 — um acréscimo de seis mil trabalhadores.
O nível de ocupação passou de 56% para 56,9%, indicando que mais da metade da população em idade ativa estava trabalhando.
Ao mesmo tempo, o número de desocupados caiu de 34 mil para 27 mil pessoas. A taxa de desocupação trimestral recuou de 10,4% em 2024 para 8,4% em 2025.
No quarto trimestre de 2025, a capital contabilizou 527 mil pessoas em idade para trabalhar, praticamente estável em relação às 526 mil registradas em 2024. Desse total, 327 mil estavam na força de trabalho — grupo que reúne ocupados e pessoas que procuram emprego — número semelhante ao do ano anterior.
Pesquisa
A PNAD Contínua é o principal instrumento de monitoramento do mercado de trabalho no país. A pesquisa entrevista, a cada trimestre, cerca de 211 mil domicílios no Brasil. Aproximadamente dois mil entrevistadores atuam na coleta de dados em todos os estados e no Distrito Federal, por meio da rede de mais de 500 agências do IBGE.





