ARACAJU/SE, 24 de fevereiro de 2026 , 20:26:19

Em Sergipe, rede pública de ensino contempla 100% das escolas conectadas

 

A conectividade nas escolas abre portas para infinitas possibilidades de aprendizagem. É neste contexto que a Rede Pública Estadual de Educação segue no novo ano letivo em 2026 com 100% das escolas conectadas. O governo do estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), mantém conexão Wi-Fi segura nas 319 escolas para todos os 146 mil estudantes da rede, além de computadores e tablets no ensino médio para a execução de tarefas que unem o pedagógico à tecnologia, protagonista na educação pública.

De acordo com a Assessoria de Tecnologia e Informática (Astin) da Seed, são R$ 778.816,90 investidos mensalmente em links de internet dedicada via fibra ótica, capaz de suprir as necessidades educacionais para alunos e educadores. O campo tecnológico escolar conta com 146 laboratórios de informática, com 2.300 computadores disponíveis nesses espaços, além de 2.546 roteadores de Wi-Fi, que permitem a conexão dos estudantes à internet por redes seguras. Também estão disponíveis sistemas de firewall, suítes e access point (garantindo a conectividade sem fio dos smartphones). Além destas ferramentas, os estudantes são contemplados com tablets, através do Programa Conectados, que, desde 2025, já distribuiu mais de 60 mil aparelhos.

Um dos grandes pontos da conectividade é a totalidade da cobertura nas escolas da rede com Wi-Fi seguro. O diretor da Astin, Breno Carmo, diz que essa segurança torna possível “usar a internet sem expor informações, sem permitir invasões e sem causar interrupções nos serviços”. Com a disponibilidade de uma rede segura, os equipamentos disponibilizados nas escolas podem se conectar para a realização das atividades digitais.

“Falar de conectividade é dar condição de a escola inovar. É promover práticas, projetos; desenvolver pesquisas com o olhar pautado no futuro, ou seja, na tecnologia e na inovação. E ela se constrói no fazer pedagógico, sendo algo que faça sentido para a escola, a comunidade e a sociedade. Conectividade na escola não é só pensar em conectar o estudante ao mundo da internet, mas é também dar condição de ele acessar todo e qualquer conteúdo que possa ampliar suas possibilidades reflexivas, críticas, éticas e responsáveis em relação ao mundo que nos rodeia”, afirma a diretora do Serviço de Educação a Distância e Midiática (Sedim) da Coordenadoria de Educação a Distância, Formação e Tecnologias Educacionais (Cefor), Elissandra Santos.

Plataformas virtuais de ensino

Os equipamentos ajudam os estudantes a estarem conectados a plataformas virtuais de ensino. A distribuição dos tablets para os alunos do ensino médio, por exemplo, ajuda a fortalecer o Programa Gestão para Aprendizagem, que auxilia gestores a criarem planejamentos para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes, a partir de plataformas digitais.

Uma delas é a Plurall, plataforma que faz parceria com a Seed, em que são realizadas avaliações diagnósticas para estudantes do 1° ao 3° ano do Ensino Médio. Durante os dias 23 e 27 de fevereiro, essa avaliação está sendo aplicada, a partir das datas definidas pelas escolas da rede.

Outra plataforma digital usada por estudantes, professores e gestores da rede é o Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA (Seed). Gerido pela Cefor, este sistema disponibiliza espaços para a comunidade escolar, com cursos e atividades a serem realizadas, tendo o aproveitamento do espaço digital como campo de aprendizagem.

“O tablet possibilita o acesso à Plataforma Plurall e a diversas outras fontes de estudo, tanto na escola quanto na residência do estudante ou em qualquer outro lugar em que o equipamento esteja conectado à internet, pois, hoje, não deve haver barreiras para a promoção efetiva da educação. O acesso à internet deixou de ser um luxo e passou a ser uma necessidade básica para garantir um ensino mais inclusivo, alinhado às demandas da sociedade atual”, diz a técnica do Serviço de Planejamento e Ensino (Seplen) da Diretoria Regional de Educação (DRE) 3, Jackeline Peixoto Mendonça.

Conectividade como política nacional

As escolas da Rede Pública Estadual de Ensino mantêm o compromisso nacional com a acessibilidade à internet e a equipamentos tecnológicos e digitais, estabelecido pela Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). Esta política, definida pelo Decreto n° 11.713 e assegurada pela Lei nº 14.180/2021, busca trazer equidade ao estudante da rede básica, garantindo oportunidade de novos métodos de ensino e qualificação na rede pública do país, acompanhando as tendências mundiais de tecnologia, ofertadas a todos os estudantes, sobretudo àqueles que vivem em condições de vulnerabilidade social.

A Enec também segue de acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), em uma das estratégias contidas na Meta 7, que busca universalizar o acesso à rede de internet de alta velocidade, com a disponibilização de computadores em todas as escolas públicas. Além de potencializar a educação, a conectividade traz direitos e garante que todos os alunos estejam em boas condições de ensino, com letramento digital para a compreensão das informações e ferramentas disponíveis no meio virtual.

Escolas conectadas

Toda a comunidade escolar da Rede Pública Estadual de Educação está conectada. O Centro de Excelência Leandro Maciel (DEA – Aracaju) é um exemplo de unidade escolar que une o saber pedagógico com a tecnologia, que permite maior interatividade na grade escolar de ensino. O centro conta com a disponibilização de Wi-Fi seguro, sala de informática equipada com computadores, além da sala de robótica e do fornecimento de tablets.

“A conectividade aqui é muito importante, porque ela permite o acesso a recursos multimídia e plataformas. Também temos ferramentas colaborativas que tornam as aulas dinâmicas e personalizadas, fazendo com que o estudante tenha mais acesso às aprendizagens e facilitando a inclusão digital. Nós utilizamos muito aqui, na escola”, enfatiza a diretora do C. E. Leandro Maciel, Carla Surama. Ela também reforça que a conectividade traz melhorias na gestão escolar, com o fornecimento de instrumentos digitais que monitoram as atividades escolares.

No município de Pedra Mole (DRE 3), o Centro de Excelência de Educação em Tempo Integral Augusto Franco é outro exemplo de escola conectada. A diretora Kátia Santos explica que a conectividade traz novas perspectivas não apenas na forma de ensinar, como também na realidade de muitos estudantes, que, por vulnerabilidades sociais, não têm acesso à internet e a demais equipamentos, como os tablets. “Em 2025, nós fomos uma das primeiras escolas a serem contempladas com os tablets, recebendo 104 deles. A gente pode acompanhar e ver de perto, ainda mais, a importância dessa conectividade. Agora, além da sala do laboratório, a gente tem o complemento com os tablets. Nós temos algumas disciplinas, como a eletiva livre, nas quais alguns professores realizam minicursos de informática básica para nossos alunos”, diz. Um dos exemplos de eletiva é o ‘Click, Aprenda, Empreenda’, que prepara os alunos para o mercado de trabalho com a aprendizagem de softwares e aplicativos usados atualmente, por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Foto: Maria Odilia/Seduc

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