ARACAJU/SE, 29 de agosto de 2025 , 21:51:49

Epidemia de ansiedade se arrasta no Brasil desde antes da pandemia, segundo OMS

As demandas do mundo Vuca – sigla em inglês para volátil, incerto, complexo e ambíguo, dentre outros fatores – têm levado muitas pessoas a desenvolver desequilíbrios emocionais na vida pessoal e profissional. O Brasil já reconhece uma epidemia de transtornos mentais que foi instalada muito antes da chegada do novo coronavírus.

O alerta veio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2017 apontou o País como o mais ansioso do mundo, com 18,6 milhões de brasileiros sofrendo com esse tipo de transtorno. Isso significa 9,3% da população. Ao sentir os primeiros indícios, o primeiro passo é falar sem medo sobre o assunto.

Doenças emocionais devem ser vistas com a mesma naturalidade com que se fala das doenças físicas. Ter preconceito em relação aos transtornos mentais só vai criar obstáculo para que eles sejam tratados como merecem. Um segundo passo é procurar ajuda profissional e, nesse caso, o Psicólogo pode dar o suporte necessário.

Em sessões terapêuticas semanais, ele vai analisar como a pessoa se vê, como vê os outros e como interage com eles. Estas reuniões auxiliam as pessoas que lidam com problemas pessoais e de relacionamento, ajudando a superar problemas que impedem o seu desenvolvimento e crescimento pessoal.

Também existe um movimento recente das companhias para cuidar do bem-estar mental dos seus trabalhadores, algo que se fortaleceu depois do alerta da OMS, e também aumenta a procura por profissionais especializados em atuar no mundo corporativo.

A formação de profissionais qualificados para lidar com esta realidade brasileira é uma necessidade. O mercado é amplo para trabalho como psicólogo e, de acordo com a professora Doutora Angélica Piovesan, que coordena a graduação em Psicologia da Universidade Tiradentes, é crescente a necessidade por profissionais formados e capacitados nessa área.

 

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