Líderes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmaram em documento judicial, divulgado na na terça-feira (27), que esperam divulgar os arquivos do departamento relacionados ao empresário Jeffrey Epstein “em breve”.
A procuradora-geral Pam Bondi, o procurador-geral adjunto, Todd Blanche, e o procurador do Distrito Sul de Nova York, Jay Clayton, informaram a dois juízes federais que o departamento não poderia “fornecer uma data específica” para quando completaria a revisão dos arquivos.
A atualização ocorre enquanto o Departamento de Justiça enfrenta enorme pressão para divulgar todos os seus arquivos após o Congresso aprovar uma lei em novembro — com apoio quase unânime — estabelecendo prazo até 19 de dezembro de 2025 para fazê-lo.
Epstein, o criminoso sexual condenado que foi acusado de abusar de dezenas de menores, morreu por suicídio em 2019.
O documento, uma carta enviada aos juízes Richard Berman e Paul Engelmayer no Distrito Sul de Nova York, é a mais recente atualização do Departamento de Justiça enquanto continua a revisar e divulgar materiais.
Os oficiais escreveram na carta que “o Departamento revisou milhões de páginas de materiais” junto com gravações de vídeo e áudio e fez “progresso substancial” na identificação de documentos e conclusão de redações para proteger as vítimas.
“O Departamento não pode fornecer uma data específica neste momento e adverte que seus processos em andamento, incluindo verificações de controle de qualidade e preparações do sistema de gestão de documentos, podem exigir esforços adicionais para garantir a proteção das informações de identificação das vítimas enquanto cumpre as amplas exigências da Lei”, disse a carta.
A carta afirmou que os esforços da Justiça incluíram “revisão manual por centenas de procuradores, agentes e outros” que “dedicaram dias e semanas” ao esforço.
A CNN anteriormente reportou sobre a corrida do departamento para revisar documentos, pedindo a procuradores de carreira na Flórida para se voluntariarem durante as férias de inverno para ajudar na redação dos documentos.
Os arquivos são compostos por papéis, vídeos, fotografias e arquivos de áudio que estão no sistema principal de gerenciamento eletrônico de casos do FBI e se originam principalmente das duas grandes investigações do FBI sobre Epstein, na Flórida e em Nova York, abrangendo décadas.
Um memorando do FBI de julho de 2025 indicou que o departamento havia descoberto “mais de 300 gigabytes de dados e evidências físicas” durante uma revisão dos materiais investigativos.
O Departamento de Justiça informou no início deste mês que havia liberado 12.285 documentos — menos de 1% — de seus arquivos relacionados a Epstein, com mais de dois milhões de documentos ainda em análise.
Uma pesquisa da CNN conduzida pela SSRS entre 9 e 12 de janeiro constatou que poucos americanos estão satisfeitos com a quantidade de evidências liberadas no caso Epstein, com a maioria afirmando acreditar que o governo está intencionalmente retendo informações.
Cerca de dois terços dos americanos disse que o governo federal está intencionalmente retendo algumas informações sobre o caso Epstein que deveriam ser divulgadas, enquanto apenas 16% disseram que o governo está se esforçando para liberar todas as informações possíveis.
O restante disse não ter ouvido o suficiente sobre o caso para opinar.
Fonte: CNN Brasil





