A proposta divulgada pelo ministro Fernando Haddad, que busca dar poder ao Banco Central para fiscalizar fundos de investimento, tem sido assunto de discussão de outras duas pastas.
A CNN apurou que o assunto vem sendo debatido há cerca de dois meses. Além de Haddad e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, participam das conversas sobre a proposta o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck.
A expectativa é que em breve uma minuta de texto seja encaminhada para análise da Casa Civil. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não estaria convencido a dar prioridade ao tema.
Em entrevista ao UOL News, nesta segunda-feira (19), Haddad afirmou que a intenção do texto é “ampliar o perímetro regulatório do Banco Central”, para que o órgão passe a fiscalizar os fundos. Atualmente, essa fiscalização é responsabilidade da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
“Tem muita coisa que deveria estar no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da CVM. Na minha opinião, equivocadamente”, completou o ministro.
A proposta teria partido da Fazenda após o caso do Banco Master, como também, da operação que cumpriu mandados de busca e apreensão em gestoras de fundos de investimentos que seriam usadas pelo crime organizado.
Para além disso, Haddad estaria insatisfeito com o comando da CVM. No início do mês, o presidente Lula indicou o ainda interino Otto Lobo para a presidência oficial da comissão. O nome não agradaria Haddad e uma parcela do Senado Federal.
Fonte: CNN Brasil





