Cinco pré-indicações ao Oscar de 2026, duas estatuetas no Globo de Ouro e mais de R$ 1 bilhão em bilheteria em 2025. Poderia ser Hollywood, mas é o Brasil: o cinema nacional não via meses tão bons assim em anos — e a expectativa é que ele cresça ainda mais até a virada da década.
Segundo o estudo Global Entertainment, Media & Telecommunications Outlook 2025–2029 da PwC, enviado com exclusividade à Casual Exame, a previsão é que o cinema global atinja receita de US$ 41 bilhões (R$ 220,17 bilhões) em 2029. Destes, a indústria cinematográfica brasileira responderá por US$ 668 milhões (R$ 3,59 bilhões) — quase 2% do total —, contando com estreias nacionais e internacionais.
O número representa um crescimento de 34% do setor nacional em relação a 2025, que levou mais de 125 milhões de pessoas às salas de cinema e teve receita total de R$ 2,7 bilhões milhões, na cotação atual. Foi o segundo maior crescimento de público nas salas de cinema entre 21 países, de acordo com os dados do Relatório Focus 2025 da Ancine. E fez o Brasil alcançar 70% de recuperação em relação ao patamar pré-pandemia de 2019, superando com isso a média global (67,7%) e países como Estados Unidos (62,2%) e México (60,9%).
Em 2025, apesar da queda de quase 10%, os números continuaram positivos. Segundo a Ancine, 112,5 milhões de pessoas foram às salas de cinema do Brasil. E destes, revela o 11,9 milhões pagaram o ingresso para assistir a filmes nacionais.
O hype do Oscar no Brasil
A projeção da PwC acompanha a onda do Brasil nas telonas, que segue com força em 2026. Começou em 2024 com Ainda Estou Aqui, que faturou sozinho cerca de R$ 66 milhões em bilheteria em todo o globo, de acordo com o estudo da PwC.
O filme sentiu o efeito das premiações internacionais quando a receita vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro e a estatueta do longa no Oscar.
O hype se manteve em 2026 com O Agente Secreto, principal aposta do Brasil para as premiações desse ano. Em Hollywood, o longa se sagrou vencedor dos prêmios no Critics Choice Awards e no Globo de Ouro e segue na corrida em busca do Oscar. Até o momento, o filme de Kleber Mendonça Filho já arrecadou R$ 28 milhões, segundo dados da Ancine. Está cartaz nos cinemas brasileiros há 11 semanas.
Neste ano, outras apostas brasileiras já começam a se destacar nos festivais internacionais — o começo da trajetória rumo a Hollywood. Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton e estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, fará sua estreia mundial na programação oficial do 76º Festival de Berlim, na mostra oficial competitiva Generation, dedicada a filmes com temáticas e protagonistas infantojuvenis.
Nos indicadores do mercado de exibição do órgão brasileiro, já são 5,63 milhões de pessoas nas salas de cinema, com renda de R$ 123,52 milhões nas primeiras duas semanas do ano. A bilheteria, mostram os dados da Ancine, é puxada sobretudo por Avatar: Fogo e Cinzas, A Empregada, Zootopia 2, Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada, Anaconda (com Selton Melo) e O Agente Secreto.
Fonte: Exame





