O Centro de Hemodinâmica Dr. José Augusto Soares Barreto do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) tem avançado significativamente e garantido resultados importantes para a saúde pública estadual. Em menos de um mês, o serviço já realizou dois procedimentos considerados inéditos na rede hospitalar pública em Sergipe: o primeiro deles, o implante de marca-passo definitivo e, na última sexta-feira (29), a inserção de um dispositivo eletrônico chamado Cardiodesfibrilador Implantável (CDI), ambos voltados a pacientes com algum tipo de doença cardíaca.
Segundo o cardiologista e coordenador da linha de cuidado do paciente cardiovascular do Huse, José Edvaldo Santos, o equipamento é inserido cirurgicamente sob a pele, geralmente na região do peitoral, e conectado ao coração por eletrodos. “Este aparelho é capaz de detectar arritmias ventriculares graves, além de monitorar o ritmo cardíaco, podendo tratar a arritmia automaticamente, aplicando um choque quando necessário. Isso previne a morte súbita cardíaca, reduzindo, ainda, eventos desfavoráveis em pacientes com infartos graves e em algumas doenças congênitas do coração”, explicou.
O médico destaca, também, a importância do Centro de Hemodinâmica, que amplia a assistência voltada ao paciente cardíaco. “O serviço no Huse é um marco para a saúde pública estadual. Cada procedimento realizado é uma conquista, reforçando o compromisso do governo em ofertar serviços qualificados à população sergipana. Não tenho dúvidas que é a tecnologia voltada a salvar vidas e o Centro de Hemodinâmica da unidade hospitalar inova, mais uma vez, pois este dispositivo nunca antes foi implantado em um hospital público no Estado”, enfatizou.
Procedimento
O primeiro paciente a colocar o Cardiodesfibrilador Implantável (CDI) foi o Rofredo Oliveira de Jesus, de 48 anos, morador do município de Canindé de São Francisco. Há dois anos ele sofreu um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) que evoluiu com um tipo de arritmia grave.
“Em duas ocasiões, foi necessária a desfibrilação, que é a aplicação de uma descarga elétrica no tórax para a correção do ritmo cardíaco. Esse é um evento extremamente grave e com alta taxa de mortalidade quando não tratado em tempo hábil. Agora, com o equipamento implantado no próprio corpo, o dispositivo detectará a arritmia automaticamente, disparará o choque fazendo o coração retornar ao ritmo normal”, comentou o médico Edvaldo Santos.
Antes de iniciar o procedimento, Rofredo reiterou sobre a assistência recebida na unidade hospitalar. “Aqui, não me faltou nada, está tudo ótimo. Desde os cuidados médicos, equipe de Enfermagem e outros profissionais, enfim, de primeira qualidade. Sergipe está avançando bem na saúde. Agradeço, primeiramente, a Deus e, depois, a todos que fazem este serviço e aos meus familiares. Espero, agora, viver bem e melhorar muito”, finalizou.
Todo o serviço é gerenciado pela Fundação Bahiana de Cardiologia (FBC), com amplo conhecimento técnico e de gestão em cardiologia, sendo referência no setor.
Fonte: Secom