Acusada de ser a mandante da morte do marido, o advogado José Leal Rodrigues Júnior, a médica Daniele Barreto teve a prisão domiciliar revogada na última sexta-feira (29) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (1º), a decisão deve ser expedida, e Daniele deve voltar para o Presídio Feminino (Prefem), em Nossa Senhora do Socorro, onde aguardará julgamento. As informações são do advogado de acusação, Guilherme Maluf.
“O Supremo reconheceu que se trata de um crime violento e que, por se tratar de um crime violento, não é possível essa conversão”, explicou o advogado, em entrevista a rádio Jornal FM.
No entendimento de Guilherme Maluf, o voto do ministro André Mendonça foi cirúrgico, ao esclarecer que a prisão preventiva da acusada está devidamente fundamentada, considerando a gravidade da conduta revelada pelo modus operandi. “Ou seja, homicídio qualificado, consumado e tentado, realizado de forma premeditada, por motivo torpe, sem chance de defesa, por emboscada e traição”, concluiu.
A família do advogado José Leal Rodrigues Júnior recebeu a notícia como um alívio. “É uma notícia que nos dá um pouco de esperança de que ainda existe justiça no nosso país. Não é porque a pessoa tem dinheiro que pode cometer um crime hediondo, como mandar matar o pai do próprio filho por um motivo torpe, e acreditar que ficaria impune apenas por ser rica”, disse a irmã do advogado, Rosane Rodrigues, em entrevista à TV Sergipe.
Para ela, a decisão corrige um equívoco. “Graças a Deus, o STF reconheceu que Daniele não tinha direito à prisão domiciliar, até porque ela não tem a guarda do filho e, além disso, cometeu um crime hediondo. Isso nos dá esperança de que essa mulher tão manipuladora, perigosa e mentirosa não ficará solta, já que representa risco para minha família e para a sociedade”, completou.
A defesa da médica Daniele Barreto não foi localizada para se manifestar sobre o caso. O AJN1 segue à disposição para novos esclarecimentos.