Embora em período de pandemia, o mês de junho continua sendo muito importante para o povo nordestino, com a tradicional celebração do dia de São João. Em um cenário sem pandemia, o tão aguardado período do ano é marcado por celebrações regadas a forró, decorações e comidas típicas. No entanto, o atual cenário provocado pelo coronavírus, que, por mais um ano, impedirá as comemorações da maneira tradicional, exige algumas restrições.
Com a carga que o atual momento carrega, manter a tradição, mesmo que com alterações, se tornou ainda mais importante. De acordo com a psicóloga do Núcleo de Atenção e Integração à Saúde (Nais) da Unimed Sergipe, Deise Peixoto, algumas atitudes e características do tradicional São João podem ser mantidas, mesmo em celebrações dentro de casa, sem fogueiras e somente com a família.
“Os festejos juninos são tradicionais no nordeste e tem um significado histórico, cultural e religioso. Por isso, é importante que consigamos manter de algum modo essa tradição, mesmo que não possamos celebrar esse período do modo como estamos acostumados: festas, fogueiras, grandes reuniões de pessoas. Mas, nem por isso precisamos deixar de lado. A gente pode se trajar a caráter, colocar decorações na casa ou em estabelecimentos comerciais, podemos reproduzir algumas brincadeiras e comidas típicas”, elenca a psicóloga.
Ela orienta ainda que, nesse contexto, recorrer a lives, de forró, de apresentações de quadrilha junina, são uma boa opção. Reunir a família, dentro do possível, relembrar costumes, rever fotos de outros períodos juninos em outros anos também são dicas da psicóloga.
“Podemos também realizar as modalidades de festa na caixa, em que todos meio que recebem um kit parecido, com itens de decoração, de comida e em um determinado horário combinado, se reúnem virtualmente para fazer aquela celebração. Pode-se elaborar o correio elegante virtual. Isso pode ser feito em um grupo de amigos, na família, até mesmo no trabalho, uma troca de elogios, de afeto, que acaba sendo um alívio importante e interessante neste momento de dificuldade em que estamos passando”, diz Deise Peixoto.
Outra dica é resgatar brincadeiras. Elas podem ser pescaria, corrida de saco, dança da laranja, corrida com ovo na colher ou grãos de milho na colher, bingo, tiro ao alvo, jogo de argolas, passa chapéu. “São brincadeiras que tanto podem animar e divertir as crianças, quanto os adolescentes e adultos também. E acabam mantendo essa tradição. Podemos também pedir que as diferentes gerações da família vão contando como eram as brincadeiras, os trajes, as danças, para que também seja um momento de interação entre as gerações”, cita a psicóloga do Nais.
Fonte: Ascom Unimed