Em Sergipe, entre os anos de 2018 e 2019, houve um aumento de 4,9% no número de unidades locais de empresas, chegando a 34.381. O estado apresenta uma participação de 4% na região Nordeste, estando em 23º no ranking nacional. Apesar do aumento no número de unidades, o número de pessoal ocupado foi de 428.069 pessoas, registrando um aumento pouco expressivo na comparação com 2018 (0,2% ou um total de pessoal ocupado de 427.043). Isso pode indicar o surgimento de pequenas empresas, já que no estado, em 2019, mais de 80% do total de empresas tinham até 9 funcionários. Os dados são do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgados pelo IBGE .
No Estado, os cinco municípios com o maior número de unidades locais são Aracaju (17.838), Itabaiana (2.154), Nossa Senhora do Socorro (1.451), Lagarto (1.383) e São Cristóvão (911). Em todos os cinco municípios houve aumento no número de unidades locais, com destaque para São Cristóvão, que teve um aumento de 14,01% e Aracaju, com 9,2%. Por município em relação às pessoas ocupadas, vale ressaltar que os municípios de Aracaju, Itabaiana e São Cristóvão registraram aumento no número de pessoas entre os anos de 2018 e 2019. É importante ressaltar também, que do total de pessoas ocupadas no estado em 2019 (428.069), somente Aracaju corresponde a 54,8% do total.
Do total de pessoas ocupadas em 2019 (428.069), 90,2% eram assalariadas em Sergipe. Em relação aos salários e outras remunerações, o estado entre os anos de 2018 e 2019 registrou uma redução de 3,8%, chegando a 13.090 bilhões de reais. Diante dessa redução, em 2019, o salário médio mensal foi para R $2.613,19, uma queda de 4,9% em relação a 2018. Este salário pode representar cerca de 2,6 salários-mínimos por mês.
Comércio de reparação de veículos automotores
Em Sergipe, o maior número de empresas ou unidades locais registradas foi para o setor de Comércio de reparação de veículos automotores e motocicletas (39,3% do total). Em Aracaju existem 5984 empresas voltadas para esse segmento, acompanhado por Itabaiana (1.090), Lagarto (717), Nossa Senhora do Socorro (609) e São Cristóvão (339).
Somente estes 5 municípios correspondem a 66,4% do total de unidades neste segmento. As variações são sentidas a partir do segundo segmento com maior número de unidades locais, já que, enquanto na capital as atividades administrativas e serviços complementares possuem o segundo maior número de unidades (1872), em Itabaiana e Nossa Senhora do Socorro, por exemplo, são as indústrias extrativistas que compõem o segundo maior número de empresas nos municípios.
5 maiores empresas ativas por setor
Em Sergipe, de 2018 a 2019, a atividade que mais cresceu em relação ao número de empresas foi a de atividades imobiliárias (29,3%), seguido de eletricidade e gás (23,5%). Em contrapartida, o setor que mais perdeu empresas no segmento entre os anos de 2018 e 2019 foi o de Outras Atividades de Serviços (-2,7%) e as Indústrias Extrativistas (-1,8%).
Das 21 atividades pesquisadas, 16 registraram aumento no número de empresas de 2018 a 2019, seguido de 3 segmentos em queda e duas sem registro para o estado. Na distribuição do pessoal ocupado assalariado por empresas, o maior percentual (21,3%) foi no segmento de Administração pública, defesa e seguridade social, seguido de 16,5% no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas e 10,5% no setor de Saúde humana e serviços sociais.
O setor de Informação e comunicação representou o maior aumento de pessoal ocupado entre 2018
e 2019 (20,5%), enquanto que o setor de Atividades imobiliárias registrou a maior perda (-13,4%).
Maiores e menores salários por setor
Apesar de representarem os segmentos com os 3 maiores salários, vale ressaltar que a indústria extrativista registrou uma perda de 23,5% em relação à remuneração entre os anos de 2018 e 2019, assim como o setor de Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-16,3%) e da Administração pública, defesa e seguridade social (-4,2%).
É importante ressaltar que todos os setores apresentaram queda salarial, com exceção de Atividades Imobiliárias, que teve um aumento de 5,2% chegando a uma média de R $1.530,79 e Artes, cultura, esporte e recreação, que teve um leve e pequeno aumento de 0,3%. Os setores de alojamento e alimentação, assim como de Atividades administrativas e serviços complementares (que estão na lista dos 3 setores com menores salários), registraram queda de 4%.
A maioria das empresas são privadas, possuem até nove funcionários e têm salário médio de R$ 1865. Do total das unidades, 89,3% são empresas privadas, 1,3% da administração pública e 9,4% de entidades sem fins lucrativos. Apesar disso, 62% está ocupado em empresas privadas, diante de 32,7% de pessoas ocupadas na administração pública.
Ainda, 83,3% das empresas têm de 0 a 9 funcionários, seguido de 14,1% que têm de 10 a 41 funcionários, 2% das unidades locais contam com 50 a 249 funcionários e somente 0,6% possuem mais de 250 funcionários. Apesar disso, a maior parte do pessoal ocupado (48,1%) está concentrado em empresas com 250 ou mais funcionários, seguido de 21,1% em empresas de 10 a 41 funcionários.