ARACAJU/SE, 10 de março de 2026 , 9:38:37

Sergipe é 2º do país em igualdade salarial no serviço público estadual

 

Sergipe ocupa o segundo lugar no Brasil e o primeiro no Nordeste no indicador de equilíbrio de gênero na remuneração do serviço público estadual, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados e dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado avançou 11 posições em relação a 2023 no levantamento, que mede a capacidade dos entes federativos de gerar bem-estar para a população.

O resultado ocorre em meio a políticas voltadas à ampliação da participação feminina na gestão pública estadual. Em 2024, o governador Fábio Mitidieri assinou decreto que estabelece paridade de gênero nos cargos em comissão do Poder Executivo, determinando que pelo menos 50% das funções da administração direta e indireta sejam ocupadas por mulheres.

A presença feminina também cresceu no primeiro escalão do governo. Atualmente, dez secretarias estratégicas são comandadas por mulheres, entre elas as pastas de Assistência Social, Fazenda, Educação, Justiça e Cidadania, Administração, Meio Ambiente e Políticas para as Mulheres. O número representa 40% de participação feminina no primeiro escalão, colocando Sergipe entre os cinco estados brasileiros com maior presença de mulheres na liderança de secretarias.

Outro destaque é o Gabinete Militar do Governo, que desde o início da gestão é comandado pela tenente-coronel Anne Bastos. A ampliação da presença feminina ganhou impulso no fim de 2024, quando seis secretários deixaram os cargos para se dedicar a projetos eleitorais para 2026, elevando de oito para dez o número de mulheres no alto escalão.

Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 52,1% da população sergipana é composta por mulheres, o que representa cerca de 1,15 milhão de pessoas. Segundo o governo, o aumento da participação feminina em cargos estratégicos contribui para ampliar a representação e a formulação de políticas públicas voltadas ao público feminino.

A secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania e primeira-dama, Érica Mitidieri, afirma que o avanço feminino na gestão pública está ligado ao reconhecimento da capacidade de liderança das mulheres. “Quando as mulheres têm oportunidade, mostram competência, talento e uma enorme capacidade de liderar e transformar realidades. O papel do poder público é abrir caminhos e garantir que elas possam ocupar esses espaços com autonomia, participando das decisões e contribuindo com o desenvolvimento da sociedade”, afirma.

Para a secretária de Políticas para as Mulheres, Georlize Teles, a presença feminina em posições de comando no governo também gera reflexos fora do setor público. “As secretarias lideradas por mulheres têm entregas históricas, que influenciam empresários a valorizar a capacidade de liderança feminina”, defende.

A secretária de Estado da Educação, Gilvânia Guimarães, avalia que o cenário atual rompe padrões históricos. “É uma visão inovadora do governador que, desde o início, dá destaque para a atuação das mulheres. Não é só representatividade, é reconhecer um lugar de mérito. Ao longo de mais de 60 anos, a Seed teve apenas quatro mulheres à frente da pasta. A maior parte das pessoas que fazem a educação no estado é mulher. Isso nos orgulha e nos motiva”, considera.

 

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