ARACAJU/SE, 29 de agosto de 2025 , 17:54:30

Sergipe vacinou apenas 9,74% da população com as duas doses; Aracaju também segue lenta: 11%

Da redação, AJN1

Sergipe alcançou a marca de 225.871 pessoas vacinadas com duas doses contra a covid-19 até esse domingo (27), o equivalente a 9,74% da população, saldo ainda muito baixo e que preocupa. Já a primeira dose do imunizante foi aplicada em 743.626 pessoas, o correspondente a 32,07% da população. Aracaju, por sua vez, também segue a passos lentos: só vacinou 11% com a segunda dose, e 38,27% no tocante à primeira. Os dados constam no Boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a aplicação de duas doses de vacina é uma recomendação dos laboratórios responsáveis pela produção da CoronaVac, Oxford/AstraZeneca, Pfizer/BioNTech e Janssen (marcas de vacinas autorizadas pela Anvisa no Brasil) para um combate mais eficiente ao novo coronavírus. Contudo, os estados e municípios estão na queixa com o MS, apontado como responsável pela demora do repasse dos imunizantes.

Brasil

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou neste domingo, 27, a 70.543.280, o equivalente a 33,31% da população total. Entre os mais de 70 milhões de vacinados, 25,2 milhões receberam a segunda dose, o que representa 11,95% da população com a imunização completa contra o novo coronavírus. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Em termos proporcionais, o Mato Grosso do Sul é o Estado que mais imunizou sua população até aqui: 40,31% dos habitantes receberam ao menos a primeira dose. A porcentagem mais baixa é encontrada no Amapá, onde 21,41% receberam a vacina.

Em números absolutos, o maior número de vacinados com a primeira dose está em São Paulo (17,9 milhões), seguido por Minas Gerais (6,75 milhões) e Rio de Janeiro (4,75 milhões).

Importância

Tão importante quanto a primeira, tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19 mostra-se extremamente necessária não somente para o controle da circulação do Sars-CoV-2 no país, mas para evitar complicações causadas pelo vírus em comparação com as pessoas que receberam as duas doses e concluíram seus esquemas vacinais.

De acordo com a médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fabrízia Tavares, a imunidade contra o coronavírus só fica completa após a aplicação da segunda dose.

“Para termos proteção contra o vírus são necessárias as duas doses. Todo teste formulado para qualquer tipo de vacina só é concluído, obviamente, quando obedece às fases. Dentro dessas fases, principalmente, na elaboração da vacinação e na verificação da eficácia na população estudada na terceira fase. Eles verificam a questão da necessidade de uma segunda ou terceira dose, a depender da vacina, para fechar o sistema vacinal e chegar à conclusão de eficácia. Então, em relação à vacina da covid-19, os estudos mostraram que, para se conseguir eficácia satisfatória, para manter uma imunidade um pouco mais duradoura, constatou-se que precisa de duas doses”, afirmou Fabrízia à Agência Aracaju de Notícias.

Essa segunda, reitera a infectologista, é como se fosse uma reafirmação da primeira dose para que se mantenham níveis de anticorpos e níveis de imunidade celular suficientes para que proteja o indivíduo por um tempo mais prolongado e efetivo.

“O indivíduo, tomando uma dose apenas, a gente considera como não imunizado. As pessoas não se enganem que, com apenas uma dose, estão imunizadas, mas não estão imunizadas. Algumas vacinas como AstreZeneca e Pfizer têm mais de 70% da eficácia e a gente sabe que essa imunidade pós primeira dose não é garantida por muito tempo”, diz a médica.

 

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