ARACAJU/SE, 30 de agosto de 2025 , 1:21:56

Sergipe vacinou completamente apenas 9,5% da população; Aracaju, só 10%

Da redação, AJN1

Sergipe alcançou a marca de 270.813 pessoas vacinadas com duas doses contra a covid-19 nessa segunda-feira (21), o equivalente a 9,5% da população. Já a primeira dose de imunizante foi aplicada em 716.309 pessoas, o correspondente a 30,9% da população. Aracaju, por sua vez, só vacinou 10% com a segunda aplicação, e 37% no tocante à primeira. Os dados constam no Boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a aplicação de duas doses de vacina é uma recomendação dos laboratórios responsáveis pela produção da CoronaVac, Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech (marcas de vacinas autorizadas pela Anvisa no Brasil) para um combate mais eficiente ao novo coronavírus. Contudo, os estados e municípios estão na queixa com o MS, apontado como responsável pela demora do repasse dos imunizantes.

Brasil

Em todo o país, segundo dados levantados pelo consórcio de veículos de imprensa nessa segunda, 21, com base nas informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde, são 24,39 milhões de vacinados com duas doses contra a covid-19, o equivalente a 11,52% da população.

O estado do Mato Grosso do Sul segue em primeiro entre os estados que, proporcionalmente, mais vacinaram sua população com a primeira dose: 38,35% de seus habitantes.

Em termos percentuais, o Rio Grande do Sul segue na liderança entre aqueles que mais aplicaram a segunda dose: 14,94% da população local.

Importância

Tão importante quanto a primeira, tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19 mostra-se extremamente necessária não somente para o controle da circulação do Sars-CoV-2 no país, mas para evitar complicações causadas pelo vírus em comparação com as pessoas que receberam as duas doses e concluíram seus esquemas vacinais.

De acordo com a médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Fabrízia Tavares, a imunidade contra o coronavírus só fica completa após a aplicação da segunda dose.

“Para termos proteção contra o vírus são necessárias as duas doses. Todo teste formulado para qualquer tipo de vacina só é concluído, obviamente, quando obedece às fases. Dentro dessas fases, principalmente, na elaboração da vacinação e na verificação da eficácia na população estudada na terceira fase. Eles verificam a questão da necessidade de uma segunda ou terceira dose, a depender da vacina, para fechar o sistema vacinal e chegar à conclusão de eficácia. Então, em relação à vacina da covid-19, os estudos mostraram que, para se conseguir eficácia satisfatória, para manter uma imunidade um pouco mais duradoura, constatou-se que precisa de duas doses”, afirmou Fabrízia à Agência Aracaju de Notícias.

Essa segunda, reitera a infectologista, é como se fosse uma reafirmação da primeira dose para que se mantenham níveis de anticorpos e níveis de imunidade celular suficientes para que proteja o indivíduo por um tempo mais prolongado e efetivo.

“O indivíduo, tomando uma dose apenas, a gente considera como não imunizado. As pessoas não se enganem que, com apenas uma dose, estão imunizadas, mas não estão imunizadas. Algumas vacinas como AstreZeneca e Pfizer têm mais de 70% da eficácia e a gente sabe que essa imunidade pós primeira dose não é garantida por muito tempo”, diz a médica.

 

 

 

 

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