A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça o alerta à população sobre a importância da vacinação e da atualização da caderneta vacinal como medida essencial de prevenção de doenças e proteção da saúde coletiva. Dados consolidados até novembro de 2025 apontam avanços significativos na imunização infantil no estado, especialmente nas vacinas aplicadas nos primeiros dias de vida, mas, também, revelaram desafios que exigem atenção contínua.
Segundo a SES, Sergipe alcançou ou superou a meta preconizada pelo Ministério da Saúde em imunizantes fundamentais, como a BCG, que protege contra formas graves da tuberculose, e a vacina contra a hepatite B aplicada até os 30 dias de nascimento. A cobertura da BCG ultrapassou 100%, resultado da ampla oferta do imunizante nas maternidades e unidades de saúde, demonstrando a efetividade das estratégias adotadas pelo estado.
Apesar do cenário positivo, a gerente do Programa Estadual de Imunização, Ilani Paulina, chama atenção para vacinas que não atingiram a meta ideal de 95%, entre elas a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que passou a ser aplicada de forma intramuscular, a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a vacina contra a hepatite A. De acordo com a gestora, essas vacinas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e são um direito da criança, sendo dever dos pais e responsáveis garantir que o esquema vacinal esteja completo.
A baixa cobertura, alerta Ilani Paulina, compromete a chamada imunidade coletiva e abre espaço para o retorno de doenças que já estavam controladas ou erradicadas no país. “Quando a população não está devidamente imunizada, doenças imunopreveníveis como sarampo, rubéola e catapora podem voltar a circular, causando sequelas graves e até óbitos, algo que pode ser evitado com a vacinação”, destaca.
Influenza
Entre os imunizantes que registram baixa procura está a vacina contra a influenza. O alerta ganha ainda mais relevância após a morte de uma universitária de Aracaju, de 24 anos, em decorrência da gripe, por conta de comorbidades e não vacinação nos últimos anos, o que contribuiu para o agravamento do quadro clínico.
A gerente do Programa de Imunização explica que a vacina contra a influenza é atualizada anualmente para proteger contra as cepas que mais circulam em cada período. “A vacinação reduz significativamente o risco de evolução para a Síndrome Respiratória Aguda Grave, que pode levar ao óbito, especialmente em pessoas com comorbidades”, ressalta.
Ilani Paulina observa que, no período pós-pandemia, houve aumento da resistência da população à vacina da gripe, o que se reflete em índices de cobertura considerados baixos no estado. A vacina segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde até o dia 31 de janeiro.
Covid-19
Embora o período mais crítico da pandemia tenha sido superado, a Secretaria de Estado da Saúde alerta que o vírus da covid-19 continua em circulação. A introdução das vacinas foi decisiva para a redução drástica de casos graves e óbitos no país, comprovando a eficácia e a segurança dos imunizantes.
A recomendação é que, especialmente pessoas com comorbidades e integrantes dos grupos de risco, mantenham o esquema vacinal atualizado. “Qualquer pessoa pode se infectar e evoluir para quadros graves se não estiver protegida”, reforça a gerente do programa.
Vacina contra a dengue
Outra estratégia de destaque do Governo de Sergipe é a ampliação da vacinação contra a dengue. Inicialmente ofertada nos municípios da região da Grande Aracaju, a vacina passou, em janeiro de 2026, a integrar a rotina de todos os 75 municípios do estado, após flexibilização do Ministério da Saúde.
O público-alvo permanece sendo adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 90 dias, aplicadas por via subcutânea. A SES reforça que a vacina é segura e já era utilizada na rede privada antes de ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A Secretaria alerta, ainda, para o período de maior risco da doença, marcado por altas temperaturas e chuvas, que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Além da vacinação, o combate aos focos do mosquito continua sendo responsabilidade compartilhada entre poder público e população, com atenção especial ao acúmulo de água parada, terrenos baldios e recipientes descobertos.
Referência em proteção
O Programa Estadual de Imunização atua por ciclos de vida, com calendários específicos para crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos. A imunização só é efetiva quando o esquema vacinal é completado conforme o número de doses recomendado para cada vacina. “O cidadão precisa entender que tomar apenas uma dose, quando o esquema prevê duas ou três, não garante proteção adequada. Por isso, é fundamental verificar regularmente a caderneta de vacinação e mantê-la atualizada”, orienta a gerente.
O Brasil, lembra a gestora, sempre foi referência nacional e internacional em imunização, com um programa criado na década de 1970 e reconhecido mundialmente. A queda nas coberturas vacinais observada a partir de 2016, intensificada durante e após a pandemia, está associada à desinformação e à circulação de fake news.
Diante desse cenário, o Governo de Sergipe segue trabalhando de forma permanente para ampliar a cobertura vacinal, garantir acesso gratuito às vacinas e levar informação clara e segura à população. Segundo a gerente, vacinar é um ato de cuidado individual e coletivo. É prevenção, proteção e é garantia de mais qualidade de vida para toda a sociedade. “Nosso desafio é orientar, esclarecer e garantir que a população se sinta segura para se vacinar”, conclui.
Fonte: Secom




