O volume do setor de serviços do Brasil cresceu 0,3% em relação a dezembro e teve alta de 3,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Na comparação anual, o avanço foi de 3,3%.
Os dados superaram as expectativas, uma vez que pesquisa da Reuters projetava avanço de 0,1% mensalmente e 2,8% anualmente.
Com esse resultado, o setor de Serviços iguala o patamar recorde da série histórica, que também foi alcançado nos meses de outubro e novembro do ano passado, ficando, ainda, 20,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral dos serviços ficou estável (0,0%) no trimestre encerrado em janeiro de 2026, frente ao trimestre imediatamente anterior.
A variação positiva de 0,3%, de dezembro de 2025 para janeiro de 2026, foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas: outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%). A única taxa negativa do mês veio dos serviços prestados às famílias (-1,2%). Já os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0,0%).
Para Rodrigo Lobo, gerente da PMS, “o resultado de janeiro manteve o setor de serviços em seu nível mais elevado e teve como destaque serviços diversificados investigados em setores distintos, como o agenciamento de espaços de publicidade, os serviços de TI, os financeiros auxiliares e atividades de correio”.
Na comparação com janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, seu 22º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos últimos doze meses foi a 3,0%.
Os setores de informação e comunicação (6,5%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (5,0%) exerceram os principais impactos positivos. Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%); dos outros serviços (1,9%); e dos serviços prestados às famílias (0,5%). O índice de difusão para janeiro de 2026 foi de 48,2%, que é o percentual de taxas positivas entre os 166 tipos de serviços investigados.
Para o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, “neste tipo de comparação, o setor de serviços segue mostrando grande dinamismo, tendo como protagonismo os serviços voltados às empresas, principalmente informação e comunicação e serviços profissionais e administrativos”.
Em janeiro de 2026, o índice de atividades turísticas recuou 1,1% frente a dezembro de 2025, segundo resultado negativo seguido. O segmento de turismo está 11,6% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,9% abaixo do auge da série histórica (dezembro de 2024).
Houve taxas negativas em oito dos 17 estados em que essa atividade é pesquisada. O impacto negativo mais relevante veio do Paraná (-9,4%), com Pernambuco (-8,1%) e Rio de Janeiro (-1,6%) em seguida. Já São Paulo (0,6%) foi a influência positiva mais intensa, seguido por Amazonas (4,7%) e Pará (3,2%). Rodrigo avalia que “o recuo nos serviços prestados às famílias, notadamente na parte de restaurantes, foi determinante para o revés apresentado nas atividades de serviços correlatas ao turismo, explicado, em grande medida, por conta de uma base de comparação mais elevada no mês de dezembro”.
Frente a janeiro de 2025, o volume de atividades turísticas no Brasil cresceu 3,5%, puxado pelos ramos de transporte aéreo de passageiros; agências de viagens; restaurantes; e serviços de reservas relacionados a hospedagens.
Nessa comparação, houve taxas positivas em onze das dezessete unidades da federação onde o indicador é investigado, com destaque para São Paulo (5,0%) e Rio de Janeiro (11,9%), seguidos por Pará (17,9%), Distrito Federal (8,8%), Mato Grosso (20,7%) e Amazonas (13,7%). O principal impacto negativo do mês veio de Minas Gerais (-6,5%), com Santa Catarina (-6,3%), Pernambuco (-6,6%) e Goiás (-8,4%) a seguir.
Fonte: InfoMoney





