Política

Caso seja eleito, Flávio Bolsonaro promete integrar o Brasil ao Escudo das Américas

25/09/2026 às 16:20

 

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) prometeu incluir o Brasil no projeto do Escudo das Américas, coalizão de segurança liderada pelos Estados Unidos de Donald Trump, caso seja eleito.

A promessa foi anunciada em live, no canal do senador no YouTube. Ele afirmou também que vai propor ao Congresso uma mudança na lei para classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações narcoterroristas.

“O Brasil fará parte do Escudo das Américas a partir do ano que vem, porque eu vou colocar o Brasil também para se unir a todos esses países que vão se juntar para combater os narcoterroristas”, disse Flávio Bolsonaro.

Coalizão lançada em Miami

A coalizão foi lançada em 7 de março, em Miami, num encontro de Trump com 12 líderes latino-americanos, com foco no combate a cartéis e na redução da influência de China e Rússia na região.

Na terça-feira (22), à margem da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, os Estados Unidos e outros 14 governos do continente assinaram uma declaração que lista 24 organizações como “narcoterroristas transnacionais”, entre elas o PCC e o CV.

Os países se comprometem a aplicar, conforme suas legislações, congelamento de bens, restrições de visto e responsabilização criminal de quem der apoio material aos grupos. Os EUA já haviam designado as duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras em junho.

Quatorze países aderiram

Na live, Flávio disse que 14 países da América do Sul aderiram à medida e que praticamente todos os vizinhos, exceto Brasil, Guianas e Uruguai, fazem parte do grupo.

Os 14 signatários, porém, incluem países da América Central e do Caribe. Na América do Sul, assinaram Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru. Brasil, Uruguai, Suriname e Venezuela ficaram de fora.

Lula é contra enquadramento

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva rejeita o enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas.

O Ministério da Justiça argumenta que o país já tem instrumentos penais específicos para organizações criminosas e que a mudança poderia gerar efeitos jurídicos indesejados.

O Itamaraty alertou para a possibilidade de os Estados Unidos usarem a classificação como fundamento para ações militares em território brasileiro.

O governo Lula defende ampliar a cooperação internacional para bloquear armas, dinheiro e rotas das facções, mantendo sob comando brasileiro as operações no país.

Fonte: R7

 

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