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Copiloto que atacou piloto em voo a Israel defendia violência contra mulheres

05/10/2026 às 12:36

 

O cidadão de Omã acusado de tentar sequestrar um avião da FlyDubai e ferir o piloto com um machado de emergência, em voo de Dubai (Emirados Árabes Unidos) a Tel Aviv (Israel), na semana passada, costumava defender na web a violência contra as mulheres e expressava ódio por judeus e homossexuais em postagens recém-reveladas em redes sociais, feitas enquanto estudava para ser piloto.

Hamam al-Hammami, de 29 anos, fez a série de postagens extremistas enquanto cursava gestão de aviação, na modalidade de ensino a distância, na Buckinghamshire New University (BNU), no Reino Unido, segundo informações do jornal “The Telegraph”.

Em uma interação com uma mulher, Hamam escreveu: “Eu pisaria na sua cabeça, esfregaria o chão com você, faria de você um exemplo para as outras e depois me divorciaria de você”.

A informação foi divulgada pelo “Telegraph” após uma análise de mais de 2.000 postagens publicadas entre novembro de 2021 e agosto de 2022 em uma conta na rede social X que se acredita pertencer a Hamam.

Uma das mulheres a bordo com Boeing era Lital Hirschl-Shahar, de 39 anos, que estava acompanhada das filhas. Durante o caos na aeronave, a israelense só tinha uma coisa a dizer às quatro filhas, de 14, 11, 7 e 5 anos: “Rezem por um milagre”.

“Tudo aconteceu tão rápido, e o avião simplesmente começou a despencar”, disse Hirschl-Shahar ao “NY Post”. “Foi algo tão assustador e insano. Todas nós achamos que fôssemos morrer. Eu conversava com Deus sem parar, acreditando que a oração era a única coisa que poderia nos salvar. Pedi às minhas filhas que também orassem. Precisávamos de um milagre, e eu não conseguia deixar de pensar: ‘É assim que você vai morrer? É assim que suas filhas vão morrer?'”, completou ela.

O premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Hamam, após ferir o piloto indiano Smit Machchhar, que trabalha na FlyDubai desde 2022, tentou sabotar os sistemas da aeronave, a fim de provocar a queda do Boeing 737 Max 8, com 180 pessoas a bordo.

Smit conseguiu reagir e abrir a porta da cabine. Com a intervenção de dois pilotos extras que estavam na aeronave para regressar com o avião a Dubai e dois passageiros, Hamam foi dominado, e a o Boeing fez pouso de emergência em Tabuk (Arábia Saudita).

Fonte: Extra

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