Educação

Saiba mais sobre novo relatório do UNICEF que aborda interrupções escolares causadas pelo clima

05/10/2026 às 14:00

 

Escolas da sua cidade já tiveram que suspender aulas por causa de fortes chuvas? É bem possível que sim, tendo em vista que esse é o evento ambiental que mais afeta a educação de crianças e adolescentes no mundo todo. E os números são altos.

Perigos climáticos interromperam os estudos de mais de 171 milhões de crianças e adolescentes ao longo de um ano, de acordo com o . Isso representa 1 em cada 10 estudantes da educação infantil ao ensino médio, de acordo com a instituição. Os dados, referentes a 106 países e territórios, deram origem ao relatório “Aprendizagem Interrompida: Panorama Global das Interrupções Escolares Relacionadas ao Clima em 2025”.

Eventos extremos como tempestades, inundações, ondas de calor, secas e incêndios florestais, levaram a uma série de consequências nas escolas. A lista inclui suspensão de aulas, danos aos prédios, mudança para o ensino remoto, redução do tempo de aula, diminuição da frequência escolar e aumento do risco de evasão.

“Para milhões de crianças, os riscos climáticos fazem mais do que interromper as aulas: eles destroem escolas, deslocam famílias e afastam definitivamente da sala de aula as crianças mais vulneráveis, especialmente as meninas”, aponta a Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell, em um comunicado da instituição.

De acordo com o relatório, as tempestades foram a causa mais comum de interrupções escolares no ano passado, impactando 109 milhões de estudantes no mundo. As inundações afetaram pelo menos 70 milhões, aparecendo em segundo lugar no ranking.

Ondas de calor intenso são apontadas como o terceiro maior problema global e o principal no Brasil. Na soma total de interrupções escolares por variados fatores climáticos, o UNICEF aponta que mais de 745 mil crianças e adolescentes brasileiros foram afetados em 2025.

A instituição afirma que estudantes de todos os níveis de renda foram impactados pelas interrupções, mas 75% deles vivem em países de baixa renda ou média-baixa. Nesses locais, os sistemas de educação frequentemente não dispõem dos recursos necessários para proteger a aprendizagem durante emergências relacionadas ao clima.

O recorte de gênero também está presente no documento. “Danos às escolas e a instalações de saneamento, deslocamento e perda de renda familiar podem impor às meninas responsabilidades adicionais de cuidado e de coleta de água. Essas pressões também podem aumentar o risco de casamento infantil”, frisa o comunicado do UNICEF.

Por fim, o relatório aponta que os governos precisam dar mais atenção à resiliência da educação frente a eventos climáticos extremos. As escolas devem estar mais preparadas, tanto na infraestrutura quanto em planos de ação que garantam a continuidade do ensino. Também frisa que é necessário capacitar crianças e jovens com conhecimentos e habilidades voltados ao enfrentamento da crise ambiental.

Fonte: GALILEU

 

 

 

 

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