Da redação, Joângelo Custódio
O Monitor de Secas – instrumento de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Nordeste, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) –, informou nesta sexta-feira (15), que houve aumento na severidade da seca nas regiões Agreste e Médio Sertão de Sergipe, passando de seca grave para seca extrema no último mês de janeiro.
Trocando em miúdos, isso significa dizer que praticamente não ocorreram chuvas no mês passado, principalmente nos municípios de Itabi, Gracho Cardoso, Aquidabã, Feira Nova, Cumbe, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora Aparecida, Carira, São Miguel do Aleixo, Ribeirópolis, Frei Paulo, Moita Bonita, Pedra Mole, Itabaiana, Macambira, Malhador, Pinhão, São Domingos, Areia Branca, Canhoba e Telha.
Assim, parte de Sergipe permanece com uma severidade de estiagem, com impactos de curto e longo prazo. Ainda conforme a análise mensal, nos demais territórios do Estado, não ocorreram alterações na severidade de seca relativa.
De acordo com o meteorologista Overland Amaral, a progressão das secas foi classificada em seis categorias: “sem seca relativa”, que no mapa aparece em branco; “seca fraca”, em amarelo-claro; “seca moderada”, de cor bege; “seca grave”, em laranja; “seca extrema”, em vermelho, e seca excepcional, em cor vinho.
Conforme esta classificação, Sergipe está dividido em quatro níveis de estiagem: o Litoral apresenta seca fraca; o Agreste, seca extrema; o Médio Sertão, seca extrema; e o Alto Sertão seca grave.
Segundo a Superintendência de Recursos Hídricos de Sergipe (SRH), antigamente, não se tinha um monitoramento de secas no Nordeste que permitissem se trabalhar de forma qualificada e mensal. Então, se desenvolveu esse modelo, em parceria com todos os estados do Nordeste, coordenado pela ANA. O objetivo é permitir o planejamento para que os gestores, sejam eles públicos ou privados, tomem iniciativas de mitigação desses impactos.
Em Sergipe, as informações são colhidas por um grupo de trabalho formado, além da SRH, por Emdagro, Defesa Civil, Deso, Cohidro, Codevasf, UFS e IFS.
Situação de emergência
Até o momento, segundo a Defesa Civil estadual, 25 municípios declararam situação de emergência, sendo que, desses, oito aguardam portaria de reconhecimento federal ou homologação estadual. A Defesa Civil acompanha a evolução da estiagem e atua com carros pipas em municípios prioritários. A vigência é de 180 dias.
Os municípios em situação de emergência são: Itabi, Simão Dias, Malhada dos Bois, Poço Verde, Amparo do São
Francisco, Pinhão, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora Aparecida, Graccho Cardoso, Canhoba, Feira Nova, Moita Bonita, Tomar do Geru, Poço Redondo, Salgado, Aquidabã, Capela, Tobias Barreto, Carira, Gararu, Canindé de São Francisco, Monte Alegre de Sergipe, Frei Paulo, Ribeirópolis e Porto da Folha.
Monitor de Secas
O objetivo do Monitor é integrar o conhecimento técnico e científico já existente em diferentes instituições estaduais e federais e estabelecer diferentes graus de severidades da estiagem, permitindo acompanhar a evolução temporal e espacial. As informações são atualizadas mensalmente. O modelo foi baseado no Monitor de Secas dos Estados Unidos, desenvolvido pelo Centro Nacional de Mitigação de Secas dos EUA (NDMC).







