O expressivo aumento nos valores das passagens aéreas destacou-se como o principal fator de impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, inflação oficial no Brasil, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ontem (10).
A inflação geral de outubro atingiu 0,24%, abaixo das projeções do mercado financeiro. Já esse componente específico do índice registrou um acréscimo de 23,7% em outubro, em comparação ao mês anterior, acumulando um aumento de 37,17% nos últimos dois meses.
Após uma queda de 11,69% em agosto, seguindo um aumento de 4,97% em julho, as passagens aéreas foram marcadas por essa significativa alta. No acumulado de 2023, os preços dessas passagens subiram 13,53%, apresentando um aumento de 3,31% nos últimos 12 meses. Embora figure entre os 30 itens que mais aumentaram neste ano, as passagens não demonstraram um acréscimo considerável nos últimos 12 meses, evidenciando a volatilidade nos preços ao longo dos últimos meses.
André Almeida, gerente do IBGE, sugere que o aumento pode estar vinculado aos custos dos combustíveis e a fatores sazonais. Ele afirma: “É o segundo mês seguido de alta das passagens aéreas. Essa alta pode estar relacionada a alguns fatores como o aumento no preço de querosene de aviação e a proximidade das férias de fim de ano”.
Carros elétricos: imposto federal de importação será retomado
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou a decisão de restabelecer os impostos de importação a carros elétricos e híbridos adquiridos fora do Brasil a partir de janeiro de 2024. A medida foi anunciada com o propósito de “fortalecer a indústria nacional”, conforme informações do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).
O governo federal justifica que essa ação busca impulsionar o desenvolvimento da cadeia automotiva nacional e contribuir para o projeto de neoindustrialização do país. A nova resolução estabelece uma retomada gradual das alíquotas de impostos e implementa cotas iniciais para importações com isenção até 2026.
Os detalhes dessas cotas serão definidos por meio de uma portaria, que está prevista para ser publicada em dezembro. As porcentagens de recuperação progressiva de tributação variarão de acordo com os níveis de eletrificação e os processos de produção de cada modelo, considerando também a produção nacional.
No caso dos carros híbridos, a alíquota do imposto começará com 12% em janeiro de 2024, aumentando para 25% em julho de 2024, 30% em julho de 2025 e atingindo 35% em julho de 2026. Para híbridos plug-in, as taxas serão de 12% em janeiro, 20% em julho, 28% em 2025 e 35% em 2026. Já para veículos elétricos, a sequência é 10%, 18%, 25% e 35%.
Uma quarta categoria inclui caminhões e outros veículos elétricos de carga, que iniciarão com uma taxa de 20% em janeiro e chegarão a 35% em julho de 2024. A rápida retomada da alíquota total nesse último caso é atribuída à existência de uma produção nacional suficiente, de acordo com o governo Lula.
Fonte: Conexão Política






